Ex-cabo Luiz Pedro é condenado pela morte de servente em 2004
O ex-cabo da Polícia Militar Luiz Pedro da Silva foi condenado há 26 anos e cinco meses de reclusão pelo assassinato do servente de pedreiro Carlos roberto Rocha Santos. O crime aconteceu em 2004 e o julgamento durou dois dias.
A decisão do juri popular foi anunciada no final da tarde desta quinta-feira (24), no Fórum de Maceió, localizado no Barro Duro.
Este segundo dia de julgamento foi para a fase de debates entre promotoria e defesa.
Durante a réplica, o promotor de Justiça Carlos Davi Lopes pediu para que o acusado dissesse onde está o corpo da vítima. "Tivemos um guerreiro que levou esse julgamento à frente, que foi o seu Sebastião. Esse julgamento marca a história da justiça alagoana, quando um ex-parlamentar senta no banco dos réus”, afirma.
O promotor relata ainda que “Alagoas é um estado condenado há décadas pelo coronelismo que priva o povo. Isso é uma libertação para mostrar que há lei. Esse crime tem dedo do estado. Do próprio estado. Chega dessas milícias, o povo tem que ser livre. Tentaram incriminar a vítima. Não podemos banalizar a vítima. Mostrem onde está o corpo, sem escrúpulos".
Durante a tréplica, a defesa do acusado mostrou um vídeo com boas ações realizadas pelo, então ex-deputado, Luiz Pedro. "O Beto foi assassinado. Não há dúvidas, mas o lado mais triste de se resolver uma impunidade é punindo um inocente. Esse crime não pode ficar impune, mas Luiz Pedro não tem nada a ver com esse crime", afirmou o advogado José Fragoso.
Crime
Os autos do processo mostram que, Carlos Roberto Rocha Santos estava em casa, na Rua Nossa Senhora da Conceição, localizada no bairro do Clima Bom, em Maceió, quando homens armados invadiram o local realizando ameaças e rendendo a vítima e a mulher dele, na madrugada de 12 de agosto de 2004.
Ainda de acordo com o processo, Santos foi levado para um terreno, onde foi assassinado com vários tiros. Foram condenados no caso por homicídio qualificado Adézio Rodrigues Nogueira, Laércio Pereira de Barros, Náelson Osmar Vasconcelos de Melo e Leone Lima.
Segundo a acusação do Ministério Público de Alagoas (MP-AL), os homens faziam parte de uma organização criminosa chefiada e mantida por Luiz Pedro, que funcionava como uma suposta milícia.
A vítima teria sido morta por consumir entorpecentes, bem como por ter se desentendido com integrantes do grupo criminoso.
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