Arrecadação do governo registra queda de 5,62% em 2015
A arrecadação de tributos chegou a R$ 1,221 trilhão, no ano passado. De acordo com a Receita Federal, o resultado apresentou queda de 5,62%, na comparação com 2014, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Somente em dezembro, a arrecadação totalizou R$ 121,502 bilhões, com queda real, descontado o IPCA, de 4,32%. Corrigida pela inflação, a arrecadação chegou a R$ 1,274 trilhão, no ano passado – o menor resultado desde 2010, quanto totalizou R$ 1,152 trilhão.
O aumento de tributos e receitas as receitas extras não compensaram a arrecadação menor, em um ano de recessão econômica. Em 2015, a arrecadação extraordinária somou R$ 13,1 bilhões, formada por R$ 4,6 bilhões de transferências de ativos entre empresas, R$ 1 bilhão de remessas para remessas a residentes no exterior, em razão de alienação de ativos, e R$ 7,5 bilhões de recuperação de débitos em atraso.
Segundo a Receita Federal, o principal fator que contribuiu para a redução da arrecadação em 2015 foi a realização de parcelamentos em 2014 que não se repetiram em 2015, como o Refis da Copa – reabertura de programa especial de negociação de dívidas. No ano passado, foram arrecadados R$ 21,441 bilhões, com os parcelamentos especiais, contra R$ 35,826 bilhões, em 2014. A queda real ficou em 44,78%.
Também contribuíram para a redução na arrecadação as desonerações tributárias. No ano passado, o governo deixou de arrecadar R$ 103,262 bilhões, devido às desonerações. As maiores perdas vieram da desoneração da folha de pagamento (R$ 24,149 bilhões) e da ampliação de setores da economia no Simples Nacional (R$ 11,577 bilhões).
A queda na lucratividade das empresas reduziu a arrecadação de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que totalizou R$ 183,547 bilhões, uma redução de R$ 29,440 bilhões em relação a 2014. Descontada a inflação, a queda na arrecadação chegou a 13,82%.
As receitas previdenciárias caíram 6,59%, em 2015 comparadas ao ano anterior. A receita da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS) caiu 4,9%. A queda com a arrecadação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ficou em 16,07%.
Atividade econômica
O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias, destacou que o desempenho da arrecadação foi “fortemente impactado” pela queda da atividade econômica, em 2015.
Malaquias citou indicadores econômicos em queda, que afetaram a arrecadação de tributos e receitas federais. A produção industrial caiu 7,7%, enquanto as vendas de bens e serviços tiveram redução de 7,75%, em 2015. Também caíram as importações em 27,16%, com redução das compras de insumos por empresas e também de bens finais, que ficaram mais caros com a alta do dólar.
Últimas notícias
Francisco Sales critica projeto que reduz impostos beneficiando a Braskem e faz apelo para que senadores alagoanos votem contra
Renan Filho participa da Caravana Federativa em Maceió e reúne prefeitos para destravar investimentos federais em Alagoas
Educação de Jovens e Adultos da Prefeitura de Penedo cresce mais de 600% e gera impacto positivo na economia
Prefeita Tia Júlia realiza visita a Escolas Municipais para dar boas-vindas aos alunos na volta às aulas 2026
Corrida 8M Penedo confirma sucesso absoluto e esgota 100 vagas extras em apenas 5 minutos
Polícia Militar apreende objetos usados para desmatar propriedade rural em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
