Ministro adia prazo para Renan se manifestar sobre caso Mônica Veloso
O ministro Edson Fachin, relator no STF (Supremo Tribunal Federal) do inquérito contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PDMB-RJ), decidiu aditar a denúncia contra o parlamentar sobre o caso Mônica Veloso a partir de informações prestadas pela PGR (Procuradoria Geral da República). A decisão pode adiar ainda mais o julgamento do caso pela Corte.
A denúncia tramita em segredo de Justiça e não há detalhes sobre o novo aditamento, que garante prazo de 15 dias para a defesa de Renan se manifestar. O procedimento, no entanto, contraria a posição da PGR, que diz apenas ter enviado esclarecimentos sobre o caso.
Em seu despacho, Fachin também negou um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para suspender o sigilo do processo sob o argumento de que há documentos nos autos "com potencial de expor a intimidade de terceiros que não integram" o inquérito.
Em maio, o ministro do STF havia pedido a Janot mais detalhes sobre a denúncia oferecida contra Renan antes de se posicionar sobre a abertura de uma ação penal. O ministro queria informações sobre a suposta falsificação de documentos para comprovar ao Conselho de Ética do Senado que os recursos usados para bancar a pensão alimentícia da filha que teve com Mônica Veloso eram legais.
Na denúncia, que chegou ao STF em 2013, Renan é acusado de cometer os crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. A acusação tem como base o escândalo que está sob investigação desde 2007, pelo suposto recebimento de propina pelo parlamentar da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira.
Em troca, o peemedebista teria as despesas pessoais de Monica Veloso, com quem mantinha relacionamento extraconjugal, pagas pela empresa. Para comprovar um ganho de R$ 1,9 milhão, Renan apresentou na ocasião recibos de venda de gado em Alagoas. Os documentos foram apresentados ao Conselho de Ética do Senado. A suspeita dos investigadores é de que as notas sejam frias, com falsificação dos documentos para justificar o patrimônio.
Em novembro do ano passado, o caso foi liberado para análise dos ministros e chegou a ser incluído em pauta em fevereiro. Mas foi retirada da agenda após a defesa de Renan alegar que havia uma falha processual que poderia afetar o julgamento do caso.
Caso o STF aceite a denúncia contra o parlamentar, ele se torna réu no processo e, por isso, pode acabar afastado da presidência do Senado, já que o cargo o põe em condições de ocupar a Presidência da República em caso de vacância do titular. A função não pode ser assumida por quem responde a processo penal, conforme entendeu a Corte ao afastar o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O presidente do Senado nega irregularidade e costuma dizer que é o maior interessado em esclarecer os fatos. Ele responde a pelo menos outros dez processos no STF, a maioria deles por conta da Operação Lava Jato.
Últimas notícias
Filha é presa após ameaçar mãe para conseguir dinheiro para drogas em Arapiraca
Jovem morre após ser atingido por corda enquanto pilotava moto em Chã Preta
Seis crianças são vistas em objeto distante da areia na Praia do Sobral, em Maceió
Presidente Lula deve se reunir com setor produtivo após viagem para a COP
STF pode reduzir prisão de Bolsonaro a dois anos e quatro meses
Homem é preso após agredir companheira com chutes e puxões de cabelo em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
