Alagoas registra aumento no número de jovens eleitores
Na última semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou as estatísticas do eleitorado para as eleições que acontecem em outubro deste ano. Em relação ao pleito municipal de 2012, o eleitorado alagoano saltou de 1.861.419 para 2.146.520 eleitores. Em 2016, o eleitorado alagoano é composto por mais mulheres (1.142.487) que homens (1.004.033) e a Justiça Eleitoral comemora, ainda, uma estatística: o aumento no número de jovens entre 16 e 18 anos aptos a votar.
Em 2012, 53.128 jovens entre 16 e 18 anos participaram da eleição municipal em todo o Estado. Este ano, 62.391 jovens fizeram seu alistamento e devem movimentar o pleito eleitoral do dia 02 de outubro. Na faixa de 18 a 20 anos, o número de jovens pulou de 143.758 para 160.300 eleitores.
Para o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), desembargador Sebastião Costa Filho, o expressivo aumento na quantidade de jovens que participarão das próximas eleições deve ser comemorado pois demonstra que os projetos voltados às crianças e adolescentes, além das campanhas publicitárias, surtiram o efeito desejado.
“Apoiamos bastante todas as iniciativas internas que são voltadas às crianças e jovens de uma maneira geral. Em nosso Tribunal temos os projetos 'Eleitor do Futuro' e 'Eleitor Jovem', que levam noções de cidadania para as escolas públicas e privadas com atividades lúdicas e uma linguagem específica para este público”, explicou Sebastião Costa.
O desembargador ressaltou, ainda, a importância de campanhas de alistamento dos eleitores entre 16 e 18 anos, que não são obrigados a votar. “Priorizamos bastante as campanhas voltadas aos jovens que não são obrigados a votar para que eles entendessem a importância do alistamento eleitoral e de sua participação mais ativa no processo democrático”, destaca o presidente do TRE/AL.
Fiscais da Democracia
Ainda de acordo com o desembargador presidente do TRE/AL, essa parcela do eleitorado será muito importante para a Justiça Eleitoral pois esses jovens utilizarão as ferramentas tecnológicas que operam com facilidade para tornarem-se parceiros no combate aos crimes eleitorais em todo o Estado.
“Estou certo que estes novos eleitores utilizarão as redes sociais como ferramentas de combate às práticas ilícitas que são abundantemente cometidas durante o período eleitoral, tornando-se grandes fiscais dos crimes, atuando na produção de provas e enviando-as para investigação e posterior denúncia”, finalizou Sebastião Costa Filho.
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