PM que matou três ladrões vai responder por dirigir Uber
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que, conforme a Lei Disciplinar da Polícia Militar, agentes não podem exercer outra atividade remunerada, como ser motorista de Uber, por exemplo. Por isso, o PM que matou três suspeitos após sofrer uma tentativa de assalto na zona leste de São Paulo, no sábado (5), terá a conduta apurada pela Corregedoria, por meio de processo disciplinar.
Indagado ontem sobre o caso, o secretário da Segurança, Mágino Alves, afirmou que o policial militar agiu em "legítima defesa". Ele estava de folga e trabalhava como motorista do Uber no momento do crime. O caso aconteceu na rua Tilburis, em Cidade Líder, por volta das 18 horas.
Imagens de câmeras de segurança mostram um assaltante saindo do carro. Ele veste um capuz e aborda o policial, sentado no banco do motorista. Na sequência, o PM reage, desce do carro com a arma na mão e o criminoso sai correndo. Depois, ele é perseguido e baleado pelo agente.
No tumulto, outros dois suspeitos abrem a porta para tentar sair, mas um deles é baleado e fica deitado na calçada. O terceiro corre e também é perseguido. Na volta, o PM chuta a cabeça do rapaz que ficou caído.
Confira momento da ação aqui.
"Para quem assiste a gravação fica nítido que ele agiu realmente em legitima defesa", afirma o secretário Mágino Alves. "Ele estava sendo vítima de um roubo [praticado] por três elementos. A ação dele se defendendo foi filmada."
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo Mágino, "um eventual excesso do policial na ação vai ser apurado dentro do processo", diz. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
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