Montanhistas isolados após terremoto são resgatados de área de vulcão na Indonésia
Mais de 500 montanhistas estavam isolados no Monte Rinjani. Grupo começou a descer a montanha à noite. Últimos seis saíram na manhã desta terça-feira (31).
Mais de 500 montanhistas e seus guias que ficaram isolados após um forte terremoto no topo do Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, foram resgatados com segurança.
A descida do Rinjani foi possível após os guias encontrarem um caminho alternativo, que não tinha sido bloqueado pelos deslizamentos de terra provocados pelo tremor de domingo.
O porta-voz da Agência Nacional de Emergências, Sutopo Purwo Nugroho, afirmou que 543 alpinistas foram retirados e chegaram ao anoitecer da segunda-feira. “Os últimos seis chegaram na manhã desta terça-feira (31)”, acrescentou.
Mais de 200 policiais, militares e médicos indonésios foram mobilizados para retirar o grupo. Algumas trilhas foram fechadas por precaução por medo de novos deslizamentos.
"Todos estavam cansados, mas em boas condições e foram examinados por nossas equipes de médicos assim que chegaram", disse Nugroho sobre os alpinistas. Entre os turistas, estavam franceses, americanos, alemães, holandeses e tailandeses.
O monte Rinjani, que tem 3.726 metros de altura, é o segundo maior vulcão da Indonésia, muito procurado por alpinistas por suas vistas magníficas.
Tremor
O terremoto de domingo (29) destruiu centenas de casas e provocou pânico entre os moradores e turistas. Dezesseis pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas.
O epicentro foi situado 50 km ao nordeste de Mataram, a principal cidade da ilha de Lombok. Ele foi seguido por dois tremores intensos e mais de 100 tremores secundários.
O presidente indonésio, Jokowi Widodo, visitou na segunda-feira (30) as áreas atingidas e prometeu ajuda financeira aos moradores que perderam suas casas na catástrofe. "Devemos ter consciência de que nosso país se encontra no círculo de fogo. As pessoas devem estar preparadas para qualquer catástrofe", afirmou Jokowi.
A Indonésia, arquipélago de 17.000 ilhas, fica no círculo de fogo do Pacífico, uma região de forte atividade sísmica. O país registra muitos terremotos, a maioria sem provocar vítimas.
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