Prisão de alagoanos repercute na imprensa carioca
Dupla foi presa na sexta acusada do assassinato de comerciante no RJ
A ação integrada das polícias do Rio de Janeiro e de Alagoas que resultou na prisão de uma dupla acusada de homicídio, no município de Feira Grande, na última sexta-feira (3), teve grande repercussão na imprensa carioca, que acompanhava as investigações sobre o assassinato do comerciante Jailson Pereira de Oliveira, 44, proprietário de várias barracas de artesanato na Feira de São Cristóvão, no Centro de Tradições Nordestinas, na cidade do Rio de Janeiro.
Paulo Ricardo da Silva e José Marcos Lemos da Silva foram presos em uma ação conjunta da delegacia regional de Arapiraca e a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) do RJ. Além da dupla, um terceiro acusado do crime, Rikael dos Santos, também teve mandado de prisão expedido pela justiça, mas não foi encontrado. Após a operação, a polícia do Rio divulgou a imagem dos presos em Alagoas e do foragido.
Segundo informações, a vítima Jailson Oliveira teria levado os três acusados para o Rio. Além de oferecer trabalho nas bancas de artesanado, também dividia a moradia com os acusados. A vítima, no entanto, passou a desconfiar que o trio estaria desviando o apurado nas bancas e, no dia 27 de março teve uma discussão com eles e resolveu demiti-los. Quando retornou para casa à noite, foi assassinado a facadas. Depois, colocaram o corpo do comerciante no carro dele, foram a um posto de combustíveis e compraram um galão de gasolina e seguiram até um local ermo na estrada de Camboatá, na Zona Norte, onde atearam fogo ao veículo com o corpo da vítima dentro.
Depois limparam a casa e, no dia seguinte, reabriram as bancas no Centro de Tradições Nordestinas como se nada tivesse acontecido. Ao final do dia, pegaram o dinheiro do apurado e compraram passagens para voltar para Feira Grande.
No dia seguinte, a família de Jailson Oliveira procurou a polícia denunciando o desaparecimento do comerciante. O veículo carbonizado foi encontrado, mas só no dia 30 de abril o IML confirmou que o cadáver que estava no interior do veículo era a vítima. A polícia, no entanto, já tratava o caso como assassinato, uma vez que José Marcos - um dos autores do crime - confessou o assassinato por telefone para parentes da vítima e contou detalhes de como o crime foi executado, que foram confirmados pelo trabalho da perícia forense, que usou luminol que acusou a presença de manchas de sangue em vários cômodos da casa.
Após a prisão, Paulo Ricardo e José Marcos foram encaminhados para a Central de Polícia de Arapiraca, mas devem ser transferidos para unidade prisional no Rio de Janeiro nos próximos dias. Enquanto isso, as buscas pelo terceiro acusado do crime continuam.
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