Gilmar Mendes vota contra abertura de igrejas na pandemia
O julgamento será retomado nesta quinta-feira (8)
O ministro Gilmar Mendes votou, nesta quarta-feira (7), contra a liberação de celebrações religiosas presenciais durante a pandemia de covid-19. O julgamento foi interrompido após o voto de Gilmar e será retomado nesta quinta-feira (8). O STF analisa Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 811, movida pelo PSD contra um decreto assinado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com medidas mais duras de combate ao coronavírus. Entre elas, estaria a proibição de cultos presenciais em igrejas e templos e qualquer natureza.
"Quer me parecer que apenas uma postura negacionista autorizaria resposta em sentido afirmativo, uma ideologia que nega a pandemia que ora assola o país e que nega um conjunto de precedentes lavrados por este tribunal durante a crise sanitária que se coloca", escreveu o ministro.
No sábado (3), o ministro Nunes Marques aceitou o pedido de juristas evangélicos em outra ADPF,a 701, movida em junho de 2020 contra um decreto do município de João Monlevade (MG) que proibia cultos presenciais. A decisão foi criticada pelos seus pares e pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), que em um primeiro momento cogitou descumprir a decisão. O prefeito foi intimado por Nunes Marques no domingo de Páscoa (4), e acabou cedendo.
Durante o julgamento nesta quarta-feira, Uziel Santana dos Santos, da Anajure, que reúne juristas evangélicos afirmou que “a adoração pode ser online, mas não pode ser considerada adoração. Esperamos que a resposta do STF para estes casos sejam respostas que contemplem direitos em si e medidas sanitárias, mas também a liberdade religiosa. Em tempo de pandemia, as igrejas são fundamentais”.
Já o advogado Thiago Rafael Vieira afirmou que “nenhuma liberdade é absoluta. As medidas restritivas são necessárias, contudo deve haver limites. A maioria dos estados está permitindo a liberdade de culto que varia de 10% a 30% e podemos traçar paralelo ao transporte público, que está restrito a 50%”, disse.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que todos os países estão buscando o justo equilíbrio para que direitos fundamentais não sejam subtraídos durante a pandemia.”A lei deve assegurar o livre exercício dos cultos religiosos. O estado é laico, mas as pessoas não. E têm direito de professar a sua fé. A ciência salva vidas, a fé também”.
Últimas notícias
Francisco Sales critica projeto que reduz impostos beneficiando a Braskem e faz apelo para que senadores alagoanos votem contra
Renan Filho participa da Caravana Federativa em Maceió e reúne prefeitos para destravar investimentos federais em Alagoas
Educação de Jovens e Adultos da Prefeitura de Penedo cresce mais de 600% e gera impacto positivo na economia
Prefeita Tia Júlia realiza visita a Escolas Municipais para dar boas-vindas aos alunos na volta às aulas 2026
Corrida 8M Penedo confirma sucesso absoluto e esgota 100 vagas extras em apenas 5 minutos
Polícia Militar apreende objetos usados para desmatar propriedade rural em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
