Mãe desempregada que precisa de ajuda para alimentar filhas é retrato da miséria causada pela pandemia
Renda do Bolsa Família não é suficiente para Josefa Salustiano sustentar a família
Desemprego, abandono e fome. Enquanto a proximidade do Dia das Mães fazem as famílias pensarem em presentes, encontros ou chamadas por vídeo, tudo que a mãe Josefa Salustiano de Lima queria era saber como vai alimentar as quatro filhas, com 2, 4, 6 e 12 anos amanhã.
Segundo a irmã, Eva Lima, a situação da diarista desempregada de Arapiraca é de privação do básico para sobreviver. “Ela não tem mais nada dentro de casa a não ser um sofá velho, até a geladeira não presta mais. Ela fica muito triste em não ter o que dar de comer as filhas e chora muito. Tenho medo que ela entre em depressão e faça uma besteira. Ela é minha única irmã”, afirma.
Ela relata que Josefa - Zefinha ou Finha, como é mais conhecida - trabalhava como diarista antes da pandemia. Só que após as autoridades recomendarem o distanciamento social, as clientes que ela tinha não querem mais o serviço. Como ela já tem o Bolsa Família, não pode receber o benefício do Auxílio Emergencial.
A renda mensal dela é de R$ 375 recebidos pelo programa federal, o que leva a família a ser classificada na linha de pobreza extrema, uma vez que a renda familiar per capita não ultrapassa R$ 75. O governo federal passou a considerar, a partir de 2019, abaixo da linha de pobreza as famílias cuja renda mensal per capita é inferior a R$ 89.
"Infelizmente, o que eu vejo são muitas famílias em situação parecida com a da minha irmã. Aqui em Arapiraca mesmo. A pandemia acabou com o trabalho de muita gente e como tudo ficou mais caro, o Bolsa Família não é mais suficiente para botar a comida na mesa. Minha irmã está passando fome e muitas outras famílias estão", afirma Eva Lima.

Se Josefa usasse o valor para pagar as contas fixas: o aluguel que custa R$ 300 e mais as contas de água e energia, não sobraria nada para alimentação. E mesmo sem pagar as contas e usando o dinheiro exclusivamente em alimentos, não é suficiente para o mês, principalmente levando em consideração que a caçula precisa de fraldas e leite.
Eva Lima conta que a irmã sustenta as filhas sozinha desde que foi abandonada pelo marido, que é pai das três crianças mais novas. Josefa chegou a procurar a Justiça para pedir pensão alimentícia, mas o processo está parado porque o endereço do marido é desconhecido.
“Consegui juntar um dinheiro e paguei um dos meses de aluguel que está atrasado e dias atrás comprei leite e remédios para a minha sobrinha mais nova. Ela tomou uma vacina e depois teve febre. Minha irmã se desesperou, pensando que podia ser Covid, mas no posto de saúde disseram que era apenas reação da vacina mesmo. Nem mesmo remédio para febre ela tinha dinheiro para comprar. Eu ajudo com o máximo posso, mas não é muito. Meu marido e eu também ficamos desempregados por conta da pandemia. Queria poder ajudar mais, só que não tenho como”, conta.
Sem conseguir ajudar mais, ela resolveu apelar para a solidariedade em nome de Josefa. Ajuda em alimentos, produtos de higiene pessoal, leite e fraldas são bem vindos, assim como doações em dinheiro. Josefa Salustiano está atualmente devendo cinco meses de aluguel e o proprietário da casa onde ela mora informou que não conseguirá esperar muito tempo para receber os valores atrasados.
Quem quiser ajudar, pode levar as doações diretamente para a Josefa, que mora na rua Abílio José Damasceno, 10, bairro Nova Esperança, entrar em contato com a irmã dela, Eva Lima, pelo telefone: (82) 99623-2712, ou ainda por meio de depósito ou transferência bancária na conta poupança Caixa: Agência 3209 Digíto 013, número 00046726-6.
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