Litoral

Artesão de Feliz Deserto leva a cultura popular alagoana ao Salão do Móvel de Milão

O artista mescla arte popular e a funcionalidade do design para criar produtos com a cara da cultura de seu estado e do Brasil

Por 7Segundos 02/06/2022 16h04
Artesão de Feliz Deserto leva a cultura popular alagoana ao Salão do Móvel de Milão
Tavinho Camerino é natural de Feliz Deserto, Litoral Sul de Alagoas - Foto: Reprodução

A partir da próxima semana, o formato presencial do Salão Internacional do Móvel de Milão retorna ao formato presencial e Alagoas estará representada no evento, considerado o mais importante de design do mundo, responsável por apresentar as principais tendências e novidades do setor.

Tavinho Camerino é natural da cidade de Feliz Deserto, localizada no Litoral Sul de Alagoas. O artesão vai expor peças que levam a nossa cultura no Salão Satélite, um espaço inteiro dedicado a novos talentos de diversos países.

O artista mescla arte popular e a funcionalidade do design para criar produtos com a cara da cultura de seu estado e do Brasil.

“Acredito que o design pode ressignificar o artesanato, resgatar, trazer um pouco da ancestralidade, enaltecendo esse trabalho feito à mão, e levar a cultura nordestina para dentro das casas das pessoas, através de um projeto sustentável”, apontou Tavinho em entrevista concedida à revista Casa e Jardim.

“O design tem esse poder de transformar vidas, dar um ofício às comunidades que não têm muita opção de emprego, abrindo os horizontes dos artesãos para novos produtos, novas possibilidades”, acrescentou.

As obras de Tavinho foram feitas em parceria com artesãos do Litoral de Alagoas. Os objetos foram feitos com fibras naturais de taboa, uma planta nativa da região muito usada como matéria-prima pelas artesãs de Feliz Deserto, que produzem cestos, bolsas e utensílios para casa.

O designer alagoano complementa a técnica com materiais industriais e cria desenhos inspirados nas peças das mulheres.

Uma das peças que serão exibidas é o banco Ciça, feito de palha de taboa e alumínio. 

“O nome da coleção é o jeito popular de falar o nome Cícera, comum nas comunidades em que passo”, explicou. “Na concepção, o desejo é que meu design fosse literalmente uma base, suporte, para a arte das mulheres da comunidade”, finalizou o alagoano.