MPAL participa de reunião que discute tremores de terra em Arapiraca
Ao final do encontro, ficou definida a criação de um grupo de trabalho para estudar o fenômeno geológico
O Ministério Público do Estado de Alagoas participou, nesta terça-feira (17), de uma reunião para discutir os tremores de terra que têm ocorrido no município de Arapiraca. Ao final do encontro, ficou definida a criação de um grupo de trabalho para estudar o fenômeno geológico, de modo que se possa descobrir se a causa é natural ou provocada por intervenção humana. O MPAL, por meio da 11ª Promotoria de Justiça, acompanhará as atividades com a finalidade de proteger o meio ambiente e a segurança da população.
O órgão ministerial foi representado pelo promotor de Justiça Cláudio Teles, titular da 11ª Promotoria de Justiça, que tem atribuições nas áreas do meio ambiente, ordem urbanística e patrimônio histórico e cultural. “Viemos ouvir as primeiras explicações técnicas para, a partir de agora, podermos começar a monitorar essa situação. Estiveram presentes a Ufal, Uneal, IMA, Defesas Civis do Estado e de Arapiraca, Defensoria Pública da União e a própria Prefeitura de Arapiraca, ou seja, todos os atores envolvidos que podem intervir e contribuir com o trabalho em busca da resolução dessa demanda. Os órgãos técnicos farão os estudos geológicos e nós vamos seguir fiscalizando esses estudos, de modo que o meio ambiente não seja prejudicado e que os moradores não sejam submetidos a qualquer tipo de risco”, explicou o promotor.
Durante a reunião, cada uma das instituições ficou incumbida de algumas missões. À Defesa Civil, por exemplo, terá que levantar as áreas de risco onde ocorreram os abalos. Já os geólogos das universidades cuidarão da parte técnica, inclusive, estudando a exploração de uma mineradora que atua em Craíbas na extração de ferro e cobre. “De antemão, posso assegurar que não há motivo para pânico neste momento. É normal acontecer a movimentação das rochas e o seu fissuramento, então, o que temos que avaliar é se o que ocorreu está dentro do processo natural ou, se fato, foi algo provocado por fator externo. Dentre outras coisas, iremos pedir ajuda ao laboratório de cismologia da Universidade do Rio Grande do Norte e estudar os relatórios da mineradora e fazer um comparativo com os dias de exploração e as datas que ocorreram os tremores”, explicou a professora Rochana de Andrade, geóloga da Universidade Federal de Alagoas.
Segundo o secretário municipal de Ordem Pública de Arapiraca, Enio Bolivar, no novo encontro agendado para o dia 16 de novembro, o grupo de trabalho já deverá trazer os primeiros resultados das missões dadas a cada uma das instituições.
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