Criança autista tem melhoria na coordenação motora e audição com aulas de basquete e natação
Lorenzo Carvalho participa do projeto da Gerência de Apoio ao Paradesporto, criada pela Secretaria Municipal de Esporte
O empresário João Paulo Carvalho, de 32 anos, reuniu-se com o secretário de Esporte de Arapiraca, Josenildo Souza, nesta sexta-feira (19), para falar sobre a evolução e melhorias do filho autista Lorenzo Carvalho, de 5 anos, ao participar das aulas de basquete e natação do município.
Lorenzo Carvalho participa do projeto que inclui modalidades esportivas adaptadas como o basquete e a natação. Ele faz parte do projeto da Gerência de Apoio ao Paradesporto (GAP), criada pela Secretaria Municipal de Esporte (SMESP), sob a coordenação do secretário Josenildo Souza.
O projeto que inclui mais de 40 crianças e adolescentes é realizado sob a coordenação do professor e educador físico Pablo Lucini. O professor conta com o auxílio da professora Maria Rodrigues, que se dedica aos cuidados das crianças.
“Depois de participar deste projeto com aulas de basquete e natação, o meu filho apresentou melhorias na coordenação motora e passou a atender aos comandos como chamá-lo e ele atender, o que antes não fazia”, conta João Paulo Carvalho.
O professor Pablo Lucini reforçou que a presença dos pais durante as aulas dos alunos é de extrema importância para a adaptação e evolução das crianças no basquete e na hidroterapia.
“O João Paulo é um pai que acompanha o filho dentro da piscina e na quadra de basquete. Isso faz a diferença e ajuda a melhorar a parte motora, além de proporcionar equilíbrio à criança, principalmente nessa faixa etária”, afirmou o professor.
Adaptação da tabela de basquete
Para proporcionar igualdade entre os alunos de todas as faixas etárias, o professor Pablo Lucini também adaptou a tabela de basquete com o símbolo do autismo, peças de quebra-cabeça coloridas, e a altura do equipamento proporcional ao das crianças.
“Essa percepção foi percebida pela professora Maria Rodrigues, uma vez que as crianças queriam fazer a cesta e não podiam com a tabela original de basquete porque não alcançavam a cesta e choravam durante as aulas”, observou Pablo Lucini.
A auxiliar do professor, Maria Rodrigues, disse que as aulas agora são realizadas com bolas de basquete oficiais pequenas, para incentivar as crianças a jogarem de acordo com suas necessidades.
“As crianças se sentem valorizadas e estimuladas a praticar o esporte e desenvolverem suas habilidades motoras”, apontou Maria Rodrigues.
O projeto é realizado em parceria com a Secretaria de Esporte de Arapiraca e o Centro de Medicina Física e Reabilitação de Arapiraca (Cemfra).
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