Reunião entre governo de AL e MPF pode destravar repasses ao Hospital Chama de Arapiraca
Encontro emergencial marcado para esta quarta-feira busca solucionar impasse financeiro que ameaça o funcionamento da unidade
O governo de Alagoas se prepara para uma reunião com o Ministério Público Federal (MPF) que pode destravar os repasses financeiros ao Hospital Chama (Complexo Hospitalar Manoel André), referência em atendimento de média e alta complexidade no Agreste alagoano.
O encontro, previsto para a próxima quarta-feira (2), reunirá representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e da própria unidade hospitalar.
A medida emergencial acontece após cobrança formal do MPF à Sesau, que enfrenta questionamentos sobre o atraso ou interrupção dos recursos destinados ao hospital.
Segundo despacho publicado no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (30), a PGE exigiu que a pasta apresente até esta segunda-feira toda a documentação comprobatória das ações adotadas para resolver a questão, além da identificação oficial do processo administrativo no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) relacionado à comunicação com o município de Arapiraca.
A procuradora Emanuelle de Araujo Pacheco foi autorizada a participar da reunião com total autonomia para firmar um acordo que possa restabelecer, com urgência, os repasses financeiros essenciais ao funcionamento do Hospital Chama.
A cobrança do MPF se deu por meio da Procuradoria da República em União dos Palmares, que expressou preocupação com o risco iminente de suspensão dos serviços da unidade, que atende pacientes de várias cidades do Agreste e do Sertão, principalmente em áreas como oncologia, ortopedia, neurologia e cirurgias eletivas.
Com a reunião de 2 de julho, a expectativa é que seja firmado um termo de entendimento capaz de garantir a continuidade dos serviços prestados pelo hospital, evitando um possível colapso regional na oferta de atendimento especializado pelo SUS.
Vale lembrar que o Hospital Chama anunciou, recentemente, o fechamento de sua maternidade para agosto deste ano devido a falta de repasses financeiros.
A Secretaria de Estado da Saúde disse ao portal 7Segundos que só irá se posicionar oficialmente após a reunião com o Ministério Público Federal.
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