Fechamento de maternidades em Arapiraca vira alvo de críticas na Câmara
Vereador aponta redução de unidades e alerta para impacto no atendimento a gestantes
A situação da assistência às gestantes em Arapiraca voltou ao centro do debate público após questionamentos feitos pelo vereador Rogério Nezinho durante sessão na Câmara Municipal.
O parlamentar destacou que, ao longo dos últimos anos, o município registrou o fechamento de pelo menos cinco maternidades e hospitais que realizavam partos, o que, segundo ele, tem impactado diretamente a rede de saúde local.
Entre as unidades citadas por Rogério Nezinho estão o Hospital Pedro Albuquerque, desativado em 2008; a Maternidade Santa Maria, que encerrou as atividades em 2011; o Hospital e Maternidade Afra Barbosa, fechado em 2021; a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, que deixou de funcionar em 2022; e a maternidade do CHAMA, em 2025.
Durante o pronunciamento, o vereador também chamou atenção para os fatores que teriam contribuído para o fechamento das unidades, como dificuldades financeiras, entraves regulatórios e falta de apoio institucional, especialmente diante do cenário de subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outro ponto levantado foi a ausência de avanços em tentativas de manter algumas unidades em funcionamento. Um dos exemplos citados foi a Maternidade Afra Barbosa, que chegou a ter propostas para continuidade por meio de apoio institucional e regularização sanitária, mas acabou encerrando as atividades.
Atualmente, o cenário preocupa diante do porte do município. Arapiraca possui mais de 230 mil habitantes e orçamento anual superior a R$ 1,4 bilhão, mas enfrenta limitações na oferta de atendimento obstétrico, o que tem levado gestantes a buscarem assistência em outras cidades.
O vereador também ressaltou o contraste com municípios menores da região, que mantêm serviços de parto ativos mesmo com estruturas e orçamentos inferiores.
A discussão reacende um ponto sensível da saúde pública local: a necessidade de planejamento, investimento e fortalecimento da rede de atenção materno-infantil.
Diante desse cenário, cresce a cobrança por medidas concretas que garantam o acesso das gestantes a um atendimento adequado, seguro e próximo de suas residências.
A reestruturação da assistência obstétrica passa a ser vista como um desafio urgente para a gestão municipal, diante da demanda crescente e da importância do serviço para a população.
Últimas notícias
Prefeito de Marechal Deodoro se rende ao bolsonarismo para evitar ser ‘engolido’ em 2028
Justiça suspende obra da nova sede da Assembleia Legislativa a pedido da Prefeitura
MC Gui é assaltado dentro de caminhão em Campina Grande
Polícia Cívil apura execução de jovem atingido por tiros no Antares
Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 50% dos votos válidos, diz PoderData/Aya
Tesla apresenta carro que ‘voa’ e dirige de ponta-cabeça com tecnologia da SpaceX
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
