Saúde

Fechamento de maternidades em Arapiraca vira alvo de críticas na Câmara

Vereador aponta redução de unidades e alerta para impacto no atendimento a gestantes

Por 7Segundos, com assessoria 18/03/2026 14h02
Fechamento de maternidades em Arapiraca vira alvo de críticas na Câmara
Vereador Rogério Nezinho - Foto: Assessoria

A situação da assistência às gestantes em Arapiraca voltou ao centro do debate público após questionamentos feitos pelo vereador Rogério Nezinho durante sessão na Câmara Municipal.

O parlamentar destacou que, ao longo dos últimos anos, o município registrou o fechamento de pelo menos cinco maternidades e hospitais que realizavam partos, o que, segundo ele, tem impactado diretamente a rede de saúde local.

Entre as unidades citadas por Rogério Nezinho estão o Hospital Pedro Albuquerque, desativado em 2008; a Maternidade Santa Maria, que encerrou as atividades em 2011; o Hospital e Maternidade Afra Barbosa, fechado em 2021; a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, que deixou de funcionar em 2022; e a maternidade do CHAMA, em 2025.

Durante o pronunciamento, o vereador também chamou atenção para os fatores que teriam contribuído para o fechamento das unidades, como dificuldades financeiras, entraves regulatórios e falta de apoio institucional, especialmente diante do cenário de subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Outro ponto levantado foi a ausência de avanços em tentativas de manter algumas unidades em funcionamento. Um dos exemplos citados foi a Maternidade Afra Barbosa, que chegou a ter propostas para continuidade por meio de apoio institucional e regularização sanitária, mas acabou encerrando as atividades.

Atualmente, o cenário preocupa diante do porte do município. Arapiraca possui mais de 230 mil habitantes e orçamento anual superior a R$ 1,4 bilhão, mas enfrenta limitações na oferta de atendimento obstétrico, o que tem levado gestantes a buscarem assistência em outras cidades.

O vereador também ressaltou o contraste com municípios menores da região, que mantêm serviços de parto ativos mesmo com estruturas e orçamentos inferiores.

A discussão reacende um ponto sensível da saúde pública local: a necessidade de planejamento, investimento e fortalecimento da rede de atenção materno-infantil.

Diante desse cenário, cresce a cobrança por medidas concretas que garantam o acesso das gestantes a um atendimento adequado, seguro e próximo de suas residências.

A reestruturação da assistência obstétrica passa a ser vista como um desafio urgente para a gestão municipal, diante da demanda crescente e da importância do serviço para a população.