Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
De acordo com os denunciantes, a situação começou a se agravar ainda em 2025, quando uma das estudantes solicitou colação de grau antecipada para assumir um cargo em hospital estadual e não obteve sucesso
Alunos do curso de Fisioterapia da Uninassau Arapiraca denunciaram uma série de irregularidades relacionadas ao reconhecimento do curso junto ao Ministério da Educação (MEC). Segundo os relatos encaminhados à reportagem do 7Segundos, os estudantes afirmam que concluíram a graduação, mas enfrentam dificuldades para obter o registro profissional por falta de reconhecimento do curso no sistema do Ministério da Educação.
De acordo com os denunciantes, a situação começou a se agravar ainda em 2025, quando uma das estudantes solicitou colação de grau antecipada para assumir um cargo em hospital estadual. Mesmo com processo judicial, o pedido não foi atendido. Após a colação em data posterior, ao procurar o conselho profissional, veio a surpresa sobre a situação do curso.
Foi enviado à reportagem do 7Segundos prints de conversas com representantes da instituição, incluindo um coordenador, além de cópias de e-mails encaminhados pelo CREFITO-1. Nos materiais, há a indicação de que o curso não possui reconhecimento ativo pelo MEC, tendo apenas autorização de funcionamento.

Em uma das conversas, o coordenador do curso teria informado que ainda não há prazo para regularização, pois o processo depende de visita técnica do MEC, ainda sem data definida. Já em comunicação atribuída ao conselho profissional, a orientação é clara ao afirmar que o registro definitivo só pode ser concedido a formandos de cursos reconhecidos.

Diante disso, os estudantes afirmam que receberam apenas uma licença provisória para atuação profissional, com validade de 180 dias. A medida, segundo o próprio conselho, é excepcional e visa evitar prejuízos imediatos aos formandos, como perda de emprego, enquanto a situação institucional não é resolvida.
A falta de reconhecimento de um curso superior pelo MEC impede que o diploma tenha validade plena para fins profissionais. Na prática, isso significa que o graduado pode ser impedido de obter registro definitivo em conselhos de classe, participar de concursos públicos, ingressar em programas de residência ou exercer a profissão de forma regular, o que gera insegurança jurídica e prejuízos diretos à carreira.
Os denunciantes também afirmam que a instituição teria pedido para que o caso não fosse exposto publicamente. No entanto, a publicação de um vídeo nas redes sociais da faculdade, classificando como boatos as informações sobre a falta de reconhecimento do curso, motivou a decisão de tornar a situação pública. No conteúdo, a instituição sustenta que o curso está regular, com autorização e reconhecimento junto ao MEC, versão contestada pelos estudantes com base nos documentos apresentados.
Em nota, a Unissau diz que a denúncia não procede e se coloca à disposição para prestar esclarecimentos aos egressos.
A UNINASSAU Arapiraca informa que a denúncia não procede. A instituição esclarece que atua em plena conformidade com a legislação vigente, especialmente o Decreto nº 9.235/2017, e que seus cursos estão devidamente autorizados e/ou reconhecidos pelos órgãos competentes, conforme os trâmites regulatórios aplicáveis.
A UNINASSAU ressalta ainda que não há registro de casos dessa natureza em seus canais oficiais de atendimento. De todo modo, a instituição permanece à disposição de estudantes e egressos para prestar esclarecimentos e oferecer o suporte necessário sempre que acionada.
Últimas notícias
Ana Florinda Dantas é empossada desembargadora do Tribunal de Justiça de AL
Homem de 33 anos é morto a tiros em povoado de Marechal Deodoro
Feira Alagoana de Supermercados movimentará economia de Arapiraca
Motorista flagra corredores se arriscando no meio da pista na Avenida Ceci Cunha
Forro de teto desaba e fere paciente recém-operado em hospital de Recife
[Vídeo] Ministra do STJ Marluce Caldas recebe título de cidadã honorária de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
Homem é morto a pedradas e pauladas no Benedito Bentes, em Maceió
