MPAL instaura procedimento para buscar soluções para falta de água em Arapiraca
Ministério Público quer construir soluções consensuais para problemas no abastecimento e esgotamento sanitário na região Agreste
O Ministério Público do Estado de Alagoas instaurou, nessa segunda-feira (11), um Procedimento Administrativo Estrutural para buscar soluções para os problemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Arapiraca e municípios da região Agreste.
A medida foi aberta por meio do Centro de Autocomposição de Conflitos (COMPOR) e tem como objetivo realizar um diagnóstico detalhado da situação, ouvindo instituições, representantes da sociedade civil e órgãos responsáveis pelo serviço para construir soluções de forma consensual e escalonada.
Segundo o MPAL, esta é a primeira vez que o COMPOR instaura um procedimento voltado para um problema estrutural complexo no Agreste alagoano. Diferente de uma ação judicial tradicional, o modelo busca reunir todos os envolvidos como colaboradores na busca por soluções, sem a figura de autor e réu.
A assinatura da portaria aconteceu na sede do COMPOR, em Arapiraca, e contou com a presença do procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, além de procuradores, promotores e representantes da União das Associações do Agreste de Alagoas (UNAMA).
Durante a solenidade, Lean Araújo destacou que o procedimento busca enfrentar um problema considerado estrutural e que exige acompanhamento a longo prazo. “Num modelo de solução consensual todos são protagonistas. É um espaço de construção com vários atores que serão ouvidos. Temos que entender que isso não é resposta imediata, é uma resposta mediata”, afirmou.
O procurador de Justiça Valter Omena Acioly afirmou que a proposta é construir soluções dinâmicas para evitar novos conflitos relacionados ao serviço.
Já o promotor Bruno Martins Baptista destacou que o procedimento representa uma nova forma de atuação do Ministério Público em problemas que afetam diretamente a população. “Hoje existem situações em que não basta apenas uma sentença judicial. Às vezes é preciso reestruturar a própria entidade que presta o serviço”, explicou.
A promotora Viviane da Silva Farias informou que será realizado um levantamento detalhado das principais reclamações da população para definir possíveis soluções junto à Companhia de Saneamento de Alagoas.
De acordo com levantamentos do COMPOR, as principais queixas dos consumidores envolvem falta constante de água, baixa pressão na rede, cobranças indevidas e falhas na expansão do abastecimento sem infraestrutura adequada.
O MPAL informou ainda que representantes da Casal e da sociedade civil serão convidados para participar de espaços de diálogo técnico, com o objetivo de encontrar soluções estruturadas para os problemas enfrentados pela população da região.
Últimas notícias
Durante entrega da duplicação da AL-110 Luciano Barbosa engrandece parceria com Paulo Dantas e Renan Filho
Renan Filho anuncia construção de dois viadutos para desafogar trânsito em Arapiraca
Durante agenda em Arapiraca, governador anuncia reforço histórico na Polícia Civil
Durante solenidade, Renan Filho anuncia início dos testes do VLT de Arapiraca
Renan Filho anuncia construção do Hospital da Mulher em Arapiraca
[Vídeo] EUA: brinquedo para e passageiros ficam presos a 80 m de altura
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
