Francisco Sales critica desemprego em Alagoas e diz que estado ‘parou no tempo’
Segundo ele, os números apontam estagnação do estado
O ex-vereador por Maceió, vice-presidente da Associação Alagoana de Supermercados (ASA) e pré-candidato a deputado estadual Francisco Sales afirmou nesta sexta-feira (15) que os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (14) escancaram uma realidade preocupante: Alagoas continua sem conseguir avançar de forma consistente na geração de empregos e oportunidades para a população.
Dados da PNAD Contínua mostram que o nível de ocupação no estado ficou em apenas 46,5% no primeiro trimestre de 2026. Na prática, isso significa que, de cada 100 alagoanos em idade para trabalhar, menos da metade está efetivamente ocupada. O restante está desempregado, desistiu de procurar emprego ou sobrevive na informalidade e em atividades precárias.
Para Sales, os números revelam um estado economicamente estagnado e sem capacidade de crescimento sustentável.
“Isso é gravíssimo. Estamos falando de um estado onde menos da metade da população em idade produtiva está trabalhando. Isso não pode ser tratado como dado normal. Isso é sinal de uma economia travada, de falta de oportunidades e de ausência de prioridade com quem quer produzir, empreender e trabalhar”, afirmou.
Francisco Sales disse ainda que Alagoas parece viver há anos “girando em círculo”, sem conseguir criar um ambiente econômico forte, competitivo e capaz de atrair investimentos em escala suficiente para mudar a realidade do estado.
“Alagoas parece parada no tempo. O debate econômico praticamente desapareceu. Hoje se discute tudo, menos aquilo que realmente transforma a vida das pessoas: emprego, renda, desenvolvimento e crescimento econômico. Sem isso, o estado continuará dependendo de assistencialismo, enquanto milhares de famílias seguem sem perspectiva”, declarou.
O dirigente da ASA também criticou o excesso de burocracia, a dificuldade para abrir empresas, a elevada carga tributária e a ausência de políticas mais agressivas de incentivo ao setor produtivo.
“O empresário em Alagoas enfrenta dificuldade para investir, para contratar e até para sobreviver. Quem gera emprego precisa ser tratado como parceiro do desenvolvimento, e não como inimigo. Enquanto isso não mudar, continuaremos vendo nossos jovens indo embora do estado em busca de oportunidades em outros lugares”, disse.
Sales afirmou ainda que a geração de empregos deveria ser hoje o principal eixo das discussões políticas e econômicas de Alagoas, mas que o tema perdeu espaço dentro do debate público.
“Hoje parece que emprego virou assunto secundário. E isso é inaceitável. Não existe dignidade sem trabalho. Não existe crescimento social sem crescimento econômico. Nenhum estado prospera com metade da sua população fora do mercado de trabalho. É preciso parar de maquiar números e enfrentar a realidade com coragem”, concluiu.
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