Polícia

PF realiza operação contra grupo suspeito de lavar dinheiro de bets

Diversos mandados foram cumpridos em cinco estados e sequestra R$ 1,1 bilhão durante investigação sobre recursos de apostas esportivas

Por Erick Balbino/7Segundos 13/08/2026 09h09

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), a Operação Arena, que investiga um grupo empresarial suspeito de utilizar recursos provenientes da exploração de apostas esportivas para lavagem de dinheiro. A ação conta com a participação do Ministério Público Federal (MPF) e da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

As medidas são cumpridas nos estados da Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Ao todo, foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão. Durante as investigações, a Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e telemático dos alvos, além do sequestro de aproximadamente R$ 1,1 bilhão em bens e valores.

Segundo a PF, os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional. As apurações buscam esclarecer a origem e a movimentação dos recursos supostamente relacionados ao esquema.

Entre os alvos da operação está o advogado Nelson Wilians. Em nota, a defesa afirmou que a relação entre o escritório comandado por ele e a PixBet é exclusivamente profissional e está relacionada à prestação de serviços jurídicos.

Segundo o posicionamento, a atuação dos advogados ocorre dentro do exercício regular da profissão e não deve ser confundida com as atividades empresariais desenvolvidas pelos clientes.

O escritório também repudiou qualquer tentativa de vincular a atuação profissional de seus integrantes às condutas que são atribuídas aos investigados. A defesa ressaltou ainda que é necessário preservar o exercício da advocacia, evitando que a atividade profissional seja associada a eventuais ilícitos praticados por pessoas ou empresas representadas pelos advogados.

A Operação Arena segue em andamento, e os fatos investigados ainda serão analisados pelas autoridades responsáveis pelo caso.