Alagoas

Alagoano morto na guerra chegou à Ucrânia após conhecer site de alistamento

Fabrício Duarte, de 25 anos, teria sido vítima de uma emboscada no sul da Ucrânia; família tenta trazer o corpo para Alagoas

Por Gabrielly Farias 14/10/2026 15h03 - Atualizado em 14/10/2026 16h04
Alagoano morto na guerra chegou à Ucrânia após conhecer site de alistamento
Fabrício Duarte - Foto: Reprodução

O alagoano Fabrício Duarte, de 25 anos, morreu no último sábado (10), durante uma missão na guerra entre Rússia e Ucrânia. Natural de Olivença, no Sertão de Alagoas, o jovem teria se alistado para lutar no conflito após conhecer, por meio de amigos, um site que oferecia a possibilidade de participar das operações militares em troca de pagamento.

Fabrício tinha o sonho de seguir carreira militar. Ele chegou a realizar e ser aprovado em uma prova do Exército em Alagoas, mas precisou se mudar para São Paulo para trabalhar. Na capital paulista, amigos apresentaram a ele o site de alistamento, que prometia uma quantia em dinheiro aos participantes.

Em entrevista à TV Gazeta, a mãe de Fabrício, Waldynha Sonny Silva, contou que o filho estava na Ucrânia desde julho de 2025. Segundo ela, o jovem viajou para a Europa sem avisá-la, com a intenção de poupá-la de preocupações por causa de seus problemas de saúde.

Durante o período fora do Brasil, Fabrício mantinha contato com a família por mensagens de áudio e chamadas de vídeo. Ele também falava sobre a expectativa de melhorar as condições de vida dos familiares com o dinheiro que receberia após o período na guerra.

De acordo com informações repassadas por colegas aos familiares, o alagoano participava daquela que seria sua última missão antes de retornar ao Brasil quando foi morto. Ele teria sido vítima de uma emboscada de soldados russos em uma cidade no sul da Ucrânia. Ainda conforme os relatos, Fabrício também teria sido atingido por uma mina e resistido por algum tempo, mas não sobreviveu.

Família tenta trazer corpo para Alagoas


Após a morte do jovem, a família busca informações e apoio para realizar o traslado do corpo para Alagoas. Segundo Waldynha, uma filha dela entrou em contato com a embaixada da Ucrânia para saber quais procedimentos seriam necessários, mas ainda não havia confirmação sobre a possibilidade de repatriação.

A mãe relatou que o local onde ocorreu o ataque permanece sob controle russo e que a presença de drones dificulta o resgate do corpo. A família também enfrenta dificuldades financeiras para arcar com os custos do transporte internacional.

Diante da situação, Waldynha faz um apelo às autoridades brasileiras e internacionais para que auxiliem no resgate e no traslado do corpo do filho.