Politicando
Partidos mudam de nome... mas a velha política permanece
Avante, Podemos, Livres, Movimento, nomes que poderiam ser considerados comuns, mas que agora são denominações partidárias. Muitos eleitores terão que se utilizar do mimetismo para se acostumarem com essas novas designações que certamente não passam de uma “ótima” estratégia da maioria dos políticos em tentar enganar o eleitorado que vem sendo bombardeado de informações que envolvem esses simplórios homens e mulheres que ao invés de estarem representando corretamente o povo, estão mesmo envolvidos em corrupção.
As mudanças não representam nada, pois a velha política desses partidos será mantida, pois não são novos partidos, nem novas lideranças. A esperança do eleitor é de que para o ano que vem possa surgir nomes que representem a renovação política, mas pelo visto o que está sendo renovado é apenas a denominação dos partidos, os políticos serão os mesmos.
O partido mais recente que mudou o “nome de fantasia” foi o PT do B, que em Alagoas é representado pela deputada federal Rosinha da Adefal. A sigla agora passa a se chamar “Avante”. No mesmo rastro, já se anteciparam à troca o Livres (antigo PSL), que tem como representante, Henrique Arruda, que foi candidato a vice do deputado federal JHC no ano passado; e o Podemos (ex-PTN), que deverá ter como líder o ex-prefeito de Maceió e atualmente deputado em Brasília, Cícero Almeida.
A presidente nacional do partido Podemos, Renata Abreu, que desde novembro do ano passado é chamado assim, teria explicado que sigla não é de direita e nem de esquerda e a inspiração veio do “yes, we can”, de Barack Obama. O PTdoB, que tem como uma das suas lideranças o ex-petista Cândido Vaccarezza, passará a se chamar Avante. A ideia não tem como fundo nenhuma ideologia progressista. Os dirigentes admitem que pretendem mesmo é tirar o “PT” do nome, temendo insucesso nas eleições de 2018. O partido também foi admitido na base eleitoral do presidente Michel Temer (PMDB), adversário dos petistas.
Já o Livres, partido que defendia as ideias liberais se manterá na mesma trincheira.
Outro que pretende mudar de nome é o PMDB. A ideia é voltar a ser chamado de Movimento Democrático Brasileiro, o antigo MDB. O partido já não tem nada que lembre a velha sigla de oposição aos governos militares, do doutor Ulysses Guimarães. A proposta está no forno e poderá ser tirada do papel até o ano que vem. Os peemedebistas estão entre os mais afetados pelas delações premiadas e denúncias da operação Lava Jato. As principais lideranças vale ressaltar, encabeçam dezenas de denúncias.
A onda das mudanças de nome não é nova. O Democratas se acostumou, ao longo de sua história, com as constantes mudanças de nome. De Arena, partido de sustentação dos militares, passou a ser chamado de PDS, depois PFL até chegar à denominação atual. O PR trabalha para trocar para Muda Brasil. Sem medo de errar, é possível dizer que as denominações mudam para “apagar” o passado, mas as lideranças e as ideologias costumam ser as mesmas.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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