Politicando
Mudança em nome de Avenida de Traipu expõe briga dos Tavares com Collor
A modificação no nome da principal Avenida da cidade de Traipu, que homenageava o senador Fernando Collor de Mello (PTC) traz a tona uma grande batalha política e pessoal que pode se perdurar por muito tempo, entre os Tavares (Eduardo, atual prefeito do município e sua prima Conceição, ex-gestora). A mudança ocorreu ainda na gestão da Conceição. E que fique claro que este é o 2º round.
O 1º round aconteceu quando Eduardo Tavares (PSDB) representou no Ministério Público Estadual, o secretário de Agricultura do Estado, Álvaro Vasconcelos, indicado ao governo pelo senador Fernando Collor.
Depois da denúncia feita pelo prefeito Eduardo Tavares (PSDB), sobre o uso de critérios político-partidários para a distribuição de sementes de um programa do Governo Estadual em seu município, para favorecer o ex-prefeito Marcos Santos (PMDB), o MPE resolveu abrir investigação sobre o fato. Vale lembrar que ET já foi procurador-geral de Justiça de Alagoas.
Álvaro Vasconcelos acabou sendo intimado pelo promotor de Justiça da Fazenda Pública Estadual, Sidrack Nascimento, para explicar essa acusação feita pelo gestor de Traipu. Vasconcelos pode responder judicialmente por improbidade administrativa, pela acusação de favorecer eleitoralmente Marcos Santos.
E os dois praticamente são da mesma família. Eduardo Tavares é concunhado do senador. Ele é casado com a irmã da mulher de Collor.
Não se sabe o que desencadeou esse atrito entre os dois. Mas se o Politicando souber informa aos leitores.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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