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Cenário político alagoano para 2018 passa pela Justiça

01/06/2017 18h06
Cenário político alagoano para 2018 passa pela Justiça

O futuro político incerto dificulta qualquer projeção. Os grupos políticos têm diversificado relações. Ora uns se batem, outro momento se abraçam. Ultimamente o governador Renan Filho e Prefeito Rui Palmeira se aproximaram, mesmo que por um fenômeno da natureza que foram as fortes chuvas que afetaram Maceió e alguns municípios do interior do Estado.

Mas não apenas as vontades políticas e afinidades entre políticos definirão como será o quadro de coligações e candidaturas viáveis. A justiça terá importante função nesse papel.

Os Calheiros e os Lira sofrerão com o extenso rol de acusações que a Operação Lava Jato encaminhou ao Superior Tribunal Federal (STF). Há quem não acredita em julgamento até lá, mas eles não podem descansar em suas defesas.

Além da Lava Jato, Arthur Lira, tem outra dor de cabeça chamada Taturana.

Na mesma situação do filho do senador Benedito de Lira, também estariam Cicero Almeida e Paulão, ambos já inelegíveis e aguardando uma reversão na decisão tomada em 2º instância. Se os três não puderem ser candidatos, o cenário já traria uma significativa renovação de no mínimo 1/3 das cadeiras na Câmara Federal.

Além deles, outros parlamentares também são atingidos pela Operação Taturana na Assembleia, o que pode mexer no jogo das 27 cadeiras da Casa de Tavares Bastos.

Ainda falando do legislativo estadual, três deputados se encontram com problemas na Justiça. Jairzinho Lira, que deve colocar a esposa em seu lugar, Marquinhos Madeira que abre a vaga para o pai Marcos Madeira.

Outro deputado que está inelegível é Joao Beltrão. Após seis mandatos, ele não poderá se candidatar por condenação no TCU na época em que foi secretário de Estado. Com isso a família Beltrão ensaia lançar um filho, Maykon, ou um sobrinho, Marcelo, líder do grupo. Outro Beltrão que também aguarda decisão judicial é o mais importante membro da Família, o ministro Marx Beltrão. Ele é alvo de uma ação no STF por falsidade ideológica e se condenado, não podendo recorrer, ficaria inelegível para 2018 também. Vale lembrar que Marx já afirmou abertamente ser candidato ao Senado.

Com isso podemos ter uma renovação nos cargos políticos eletivos por força da Lei da Ficha Limpa.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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