Politicando
A solidariedade e o oportunismo de Arthur Lira
No dia do julgamento do presidente Michel Temer (PMDB) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a agenda do Planalto começou às 10 horas recebendo o deputado federal Arthur Lira (PP).
Apesar do Planalto não divulgar as pautas da agenda do presidente, uma fonte palaciana confirmou o encontro. O que demonstra que o filho do senador Benedito de Lira (PP) tem forte influência com o ainda presidente da República. Mas por outro lado fica o oportunismo do deputado em se reunir com Temer no momento que pode significar o fim de seu mandato.
Como líder do PP e na ocasião em que todos os partidos da base se solidarizam ao presidente por conta do julgamento do TSE, Arthur Lira foi primeiramente para pedir recursos, mas também para se solidarizar, pois o deputado se encontra na mesma situação, pois nas rodas de conversas sobre a eleição de 2018 há uma dúvida comum, se Arthur pode ou não pode ser candidato. A condenação na Taturana junto à Paulão e Cícero Almeida o deixou inelegível.
Sim... a pauta em questão era conseguir recursos para a Codevasf, que é de responsabilidade dos Lira e serve como parâmetro político para pai e filho.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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