Politicando
Renan pode manter Amélio como conselheiro; Governador quer a vaga de Fernando Toledo
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife, concluiu o julgamento do Mandado de Segurança que pedia a anulação da nomeação de Cícero Amélio como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) na semana passada.
Com a decisão que foi por unanimidade, a 3ª Turma do TRF decidiu que a vaga de conselheiro ocupada por Amélio desde 2008 é de indicação do governador do Estado, no caso Renan Filho (PMDB) e não da Assembleia Legislativa.
Amélio foi nomeado meses após a investigação da Operação Taturana, a qual é réu.
A decisão partiu após o desembargador Paulo Cordeiro, que já foi juiz federal em Alagoas, assumir a relatoria do Mandado de Segurança impetrado pela OAB, se posicionando em favor da tese defendida pela Ordem.
Ela terá validade após a publicação do acórdão pelo TRRF da 5ª Região, o que ainda não aconteceu. Pelo que a lei exige, Cícero Amélio pode tentar anular a sentença em Brasília.
A solução simples é o governador renomear o Amélio. Apesar de que o seu tio Olavo Calheiros, seu secretário de Saúde, Cristian Teixeira e o secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias tiveram os nomes ‘ventilados por Palacianos' como possíveis sucessores.
Mas o que o Politicando conseguiu apurar é que o próximo passo do governo é tomar a vaga do conselheiro Fernando Toledo (PSDB).
O Governador vai segurar essa nomeação até quando puder, fará política. E um dos nomes que já começa a ser ventilado é o do deputado federal Ronaldo Lessa, o qual Renan Filho quer de volta ao seu lado e com essa jogada Renan resolveria uma grande equação política.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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