Politicando
A Arquidiocese de Maceió está a serviço de quem?
Na segunda-feira foi comemorado o Dia Internacional de Combate às Drogas e a Arquidiocese de Maceió voltou a destilar críticas a Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev), pasta responsável pelas ações voltadas principalmente ao atendimento de dependentes químicos.
Em nota a Arquidiocese de Maceió diz que já se posicionou algumas vezes contra os rumos que a Política sobre Drogas vem tomando no Estado de Alagoas. Eles dizem que não se pode conceber que uma Secretaria de Estado seja apadrinhada e utilizada para fins eleitoreiros e não privilegie um corpo técnico apartidário.
Ainda na nota, a Arquidiocese diz que o governo de Alagoas nem mesmo faz funcionar o Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas. Além disso, não é admissível fazer do usuário uma moeda de troca a barganhar voto por tratamento.
Mas o questionamento que o Politicando faz é... para quem a Arquidiocese de Maceió está servindo? Porque sejamos honestos, não se via tantas críticas a secretaria como vemos hoje. Principalmente quando Jardel Aderico era secretário da pasta. Vale lembrar que Aderico é bastante ligado ao arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz, responsável pela denúncia contra a Seprev.
Ontem a atual secretária da pasta, Esvalda Bittencourt esteve na Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos sobre a denúncia. Aparentemente ela estava um pouco tensa, mas pelas informações se saiu bem nas respostas e disse que a secretaria atua tecnicamente e não a favor de políticos.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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