Politicando
Dobradinhas improváveis nas eleições
Sem preocupação com amarras ideológicas as chamadas “dobradinhas” para as eleições proporcionais são uma questão de sobrevivência política para os deputados e não importa o lado que eles estejam. O objetivo principal é somar forças para pedir votos.
Nas eleições deste ano, teremos várias dobradinhas “improváveis”, candidatos que estão na base governista junto com candidatos da base oposicionista. Basta acompanhar as redes sociais deles para ver a ‘amizade política’.
A pré-candidata a deputada estadual, Cibele Moura, do Progressistas e oposição ao governador Renan Filho, por exemplo, estará no mesmo palanque em alguns munícipios do pré-candidato a deputado federal pelo grupo do Chefe do Executivo, Sérgio Toledo (PR).
Outro exemplo envolve também Sérgio Toledo (PR), que fará dobradinha em algumas cidades com o pré-candidato a reeleição na Assembleia Legislativa, Davi Davino (Progressistas).
Essa prática não é de hoje e não interfere na formação das coligações e principalmente na ideologia que seus partidos prezam. O que vale para eles são os votos que irão conseguir juntos.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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