Politicando
Kátia Born diz que nunca acreditou em Rui e que JHC "não tem pegada política"
Ex-prefeita acredita que a disputa pela prefeitura de Maceió irá para o segundo turno.
“Essa união de Rui Palmeira com os Calheiros foi o melhor que poderia ter acontecido. Eu nunca acreditei no Rui”. A frase é da ex-prefeita de Maceió, Kátia Born, quando questionada se Ronaldo Lessa (PDT) foi traído politicamente. Ela acredita que o ex-governador é o melhor nome para assumir a Prefeitura de Maceió. Entre outros assuntos, Born garantiu que irá participar das eleições municipais e criticou duramente o deputado federal JHC (PSB), que ensaia disputar a prefeitura da capital alagoana.
Em conversa com o 7segundos, Born revelou que não ficou surpresa com a união entre Palmeira e Calheiros em apoio à candidatura de Alfredo Gaspar de Mendonça (sem partido). “O PDT estava preparado. Com o apoio do Rui nos perderíamos a confiança dos servidores públicos, do trabalhador”, disse.
Quando perguntada se o PDT terá condições de manter uma candidatura majoritária sozinho, ela destacou que o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, garantiu que “a candidatura de Ronaldo Lessa será prioridade no Brasil. Pelo menos o básico nós teremos”.
Indagada sobre uma possível aliança com o deputado federal JHC, Kátia Born não titubeou. “Todo apoio é bem-vindo, mas a candidatura de JHC é uma farsa. Ele é um político de redes sociais. Ele não tem pegada política”, enfatizou a ex-prefeita.
Por fim, Kátia Born acredita que a disputa pela prefeitura de Maceió irá para o segundo turno. “Nós estamos confiantes! Não temos medos do Alfredo [Gaspar], nem de ninguém”, concluiu.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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