Politicando
Em silêncio, Mauricio Quintela aguarda para ser candidato a prefeito de Maceió
Ex-ministro do governo Temer torce pela aprovação da Lei da Quarentena Eleitoral.
O nome do ex-deputado federal Maurício Quintela (PL) é o mais cotado para disputar a prefeitura de Maceió com o apoio do governador Renan Filho (MDB), caso a candidatura de Alfredo Gaspar de Mendonça (sem partido) seja inviabilizada pela Lei da Quarentena Eleitoral. De forma discreta, Quintela segue no comando da secretaria Estadual de Infraestrutura e silencia quando o assunto é a eleição municipal, em Maceió.
Já tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei, de autoria do deputado Fábio Trad (PSD-MS), que propõe a ampliação do prazo de desincompatibilização de membros das forças de segurança, do Ministério Público e do Poder Judiciário para seis anos. Se aprovada, a Lei da Quarentena Eleitoral tira da disputa Alfredo Gaspar e abre caminho para Maurício Quintela.
Logo após a despedida de Alfredo Gaspar do Ministério Público, Quintela usou seu twitter para demonstrar apoio ao preferido do Palácio República dos Palmares. “Agora temos candidato a Prefeito de Maceió, Alfredo Gaspar de Mendonça!! Pode contar com o apoio irrestrito do PL!!!”, escreveu o ex-ministro do governo Temer.
Porém, no mesmo instante da publicação, Quintela estava degustando um leitão e tomando vinho no Sítio Cumbe, em Marechal Deodoro, e teria dito a amigos que tem interesse na aprovação da Lei que pode o colocar de volta aos holofotes da política alagoana. Seu silêncio diante de todo alvoroço nos bastidores da política pode comprovar essa intenção, e ele passa a ser a carta na manga do governador Renan Filho (MDB).
Mas, caso isso aconteça, qual seria a carta que Rui Palmeira poderia apresentar? Seus principais aliados, Kelmann Viera e Eduardo Canuto – que também queriam disputar a prefeitura – já mostraram insatisfação com o apoio do prefeito à Alfredo Gaspar.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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