Politicando

Politicando

Politicando

Após 27 anos, Jorge VI deixa o PSDB e dá continuidade ao esvaziamento da legenda

Ex-vereador não informou se irá participar do processo eleitoral por outro partido

03/04/2020 07h07
Após 27 anos, Jorge VI deixa o PSDB e dá continuidade ao esvaziamento da legenda

O desportista alagoano e ex-vereador por Maceió Jorge VI deixou o PSDB após vinte e sete anos na legenda. Em carta direcionada ao senador Rodrigo Cunha, presidente do partido em Alagoas, ele destacou a contribuição que deu ao longo de quase três décadas e fez referência ao ex-governador Teotônio Vilela e ao prefeito Rui Palmeira. 

A saída de Jorge VI do “ninho tucano” é mais uma forma de protesto que diversos políticos estão fazendo contra o posicionamento de Rodrigo Cunha como presidente do PSDB em Alagoas. 

Essa conclusão pode ser feita ao analisar a carta de Jorge, que faz referência a diversas personalidades do PSDB no Estado, menos ao atual presidente Rodrigo Cunha. Além de Teotônio Vilela e Rui Palmeira, também foram citadas Solange Jurema, Adriana Toledo, Sonaly Bastos e a deputada federal Tereza Nelma. 

Um veterano do partido informou ao Politicando que o processo de esvaziamento da legenda foi iniciado com a saída do prefeito Rui Palmeira e garantiu que Jorge VI não será o último a deixar o partido.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

Arquivos