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Bolsonaro fica de fora das articulações pela presidência da Câmara após Arthur Lira perder aliados

Com saída de DEM e MDB do Centrão, deputado alagoano fica enfraquecido

05/08/2020 16h04 - Atualizado em 05/08/2020 19h07
Bolsonaro fica de fora das articulações pela presidência da Câmara após Arthur Lira perder aliados

Após trabalhar discretamente para viabilizar a eleição do deputado federal Arthur Lira (Progressistas) para a presidência da Câmara Federal, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu ficar de fora das articulações que possam influenciar na disputa pelo comando da Casa de Leis.

O posicionamento de Bolsonaro é em decorrência da estratégia equivocada do deputado alagoano, que resultou na perda de dois importantes partidos aliados do Centrão: MDB e DEM. As legendas agora fazem parte da base que dá sustentação ao atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele se articula para se manter no cargo.

Até a eleição, que ocorrerá em fevereiro do ano que vem, é esperado o silêncio de Bolsonaro, que pode anunciar apoio a um dos candidatos comente nas vésperas do pleito.

Jair Bolsonaro tem total interesse em ter um aliado como presidente da Câmara dos Deputados, pois, em 2022, tentará a reeleição ao cargo de Presidente da República. Até lá, caso Arthur Lira não consiga formar uma base que proporcione um equilíbrio eleitoral, Bolsonaro deve negociar com aquele que apresente maior musculatura.

DEM e MDB possuem 63 parlamentares, uma soma que pode influenciar diretamente na aprovação de pautas de interesse do governo no Congresso. Por isso, o Planalto não deverá fazer movimentações que possam irritar as legendas e comprometer sua governabilidade.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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