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Gaspar sai em defesa de Tácio Melo para manter união entre Rui e Renan

Indicado de Rui Palmeira não é benquisto pela família Calheiros, que não se pronuncia sobre o caso

07/08/2020 17h05 - Atualizado em 07/08/2020 17h05
Gaspar sai em defesa de Tácio Melo para manter união entre Rui e Renan

“Ter Tácio como parceiro na eleição municipal muito me honra. Ele tem uma carreira exitosa e foi isso que o credenciou para presidir o Podemos em Alagoas e a compor a nossa pré-candidatura”. A frase é do pré-candidato a prefeito de Maceió, Alfredo Gaspar (MDB), que tenta minimizar a polêmica em torno da rejeição interna à indicação de Tácio Melo (Podemos) como seu companheiro de chapa para as eleições municipais.

O posicionamento de Gaspar surge em decorrência da já conhecida rejeição ao nome de Tácio Melo por parte da família Calheiros. Vídeos onde o ex-secretário do prefeito Rui Palmeira (sem partido) aparece fazendo duros ataques ao senador Renan Calheiros (MDB) voltaram a viralizar nas redes sociais como forma de protesto à sua indicação na composição da chapa majoritária, que terá o apoio dos governos municipal e estadual.

Nos bastidores, a informação é de que Tácio Melho foi vítima do conhecido “fogo amigo”, onde seus próprios aliados iniciaram o processo para “queimar” seu nome. Há, de fato, interessados na vaga ocupada – pelo menos por enquanto – pelo presidente do Podemos.

A verdade é que, se confirmado que os ataques ao vice de Alfredo Gaspar partem de dentro do próprio grupo político, se faz necessário identificar quem quer a todo custo a vaga de vice-prefeito na chapa governista.

Ao que parece, a decisão de Tácio ser o vice de Alfredo não tem mais volta e, aliados ou não, terão de engolir a escolha. No entanto, o que causa estranheza é o silêncio da família Calheiros, que não se pronuncia sobre o caso.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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