Politicando
Derrotado em vários municípios, Marx Beltrão pode perder espaço no governo
Deputado federal almejava disputar o cargo de governador de Alagoas
O resultado das urnas nas eleições deste ano acabou com o sonho de muitos políticos, até então muito influentes no Estado. Um deles é o deputado federal Marx Beltrão (PSD), que teve seu projeto de disputar o governo de Alagoas adiado e pode perder espaço na gestão.
Beltrão perdeu aliados políticos em diversos municípios. A maioria em seu reduto eleitoral, a região Sul.
O deputado federal não conseguiu eleger o irmão, Maykon para a prefeitura de Coruripe - local onde foi iniciada a história política da família Beltrão. Já em Jequiá da Praia, a irmã, Jeannyne, não conseguiu a reeleição.
Foram pelo menos 5 municípios importantes que Marx Beltrão. O pior de tudo - para ele - é que o adversário veio da própria família.
O deputado federal e prefeito eleito de Coruripe, Marcelo Beltrão (Progressistas), foi o principal vencedor e responsável pela derrota de Marx.
O prejuízo político para Marx pode ser irreparável. Ele pode perder espaços no governo de Alagoas - onde tem uma secretaria de Estado e quase uma centena de cargos.
Além disso, está com o mandato de deputado federal em risco. Isso porque Marcelo articula a candidatura do irmão e prefeito de Penedo, Marcius Beltrão, para disputar uma vaga na Câmara Federal.

Esta semana, o governador Renan Filho (MDB) esteve reunido com Marcelo Beltrão. Nos corredores do Palácio, a informação é de que uma secretaria de Estado foi oferecida para ser ocupada por Marcius, tendo em vista o aumento de visibilidade e musculatura para a disputa daqui há dois anos.
Em 2022, a família Beltrão estará novamente dividida. Só resta saber se Marcelo irá impor derrota ao primo Marx, mais uma vez.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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