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PT deve apoiar Arthur Lira para a presidência da Câmara Federal

Único deputado do partido na bancada alagoana, Paulão ainda não definiu voto

15/12/2020 18h06
PT deve apoiar Arthur Lira para a presidência da Câmara Federal

Candidato à presidência da Câmara Federal apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado alagoano Arthur Lira (Progressistas) criou um racha no PT, partido da esquerda com uma das maiores bancadas do Congresso Nacional.

Com 54 deputados, o partido do presidente Lula se divide em torno do apoio a um candidato apoiado pela família Bolsonaro e extrema direita. A parte que não quer Lira presidente, defende a indicação de um nome próprio ou o sugerido por Rodrigo Maia (DEM/RJ).

Para não se “ queimar”, o partido emitiu uma nota revelando que a decisão sobre qual nome irá apoiar será dada em bloco com outras legendas.

Ao O Globo, um dos vice-presidentes do PT disse que é natural o apoio ao líder do Centrão. “O Lira é o candidato do centrão. O centrão tem um acordo com o Bolsonaro. Pode ter um acordo com a gente também”, pondera Washington Quaquá, alegando que o PT deve apoiar o candidato que “abrir mais espaço de participação e tiver compromisso com uma pauta democrática”.

Já o ex-presidente do partido, deputado Rui Falcão, sustenta a necessidade de o PT barrar o apoio à um aliado de Bolsonaro. “O PT não pode votar no candidato do governo. O compromisso mais importante de um presidente da Câmara é, atendidos os princípios da legalidade, pautar um dos pedidos de impeachment”, justifica.

Único representante do PT na bancada alagoana, o deputado Paulão ainda não se pronunciou sobre o seu voto para a presidência da Câmara Federal.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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