CNJ exclui aposentadoria compulsória como punição máxima a juízes
Nova regra extingue a aposentadoria compulsória como sanção máxima no âmbito disciplinar da magistratura
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) alterou o regime disciplinar da magistratura e excluiu a aposentadoria compulsória para juízes como opção de punição máxima para magistrados que cometerem infrações A medida foi aprovada por unanimidade pelos conselheiros durante sessão realizada na manhã desta terça-feira (4), com a alteração de resolução de 2011 que disciplina as sanções aplicáveis aos juízes.
Com isso, o CNJ adequa as normas ao entendimento firmado, em maio, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o qual a aposentadoria compulsória deixou de ter fundamento constitucional como sanção disciplinar após a Reforma da Previdência.
Nos casos mais graves, a aposentadoria compulsória será substituída pela pena de disponibilidade com proposta de perda do cargo. Nessa hipótese, o magistrado é afastado imediatamente das funções e passa a receber remuneração proporcional ao tempo de contribuição até o trânsito em julgado da ação de perda do cargo.
A resolução também determina que, sempre que um tribunal aplicar a disponibilidade com proposta de perda do cargo, a decisão será obrigatoriamente reexaminada pelo CNJ antes de ser encaminhada às providências judiciais cabíveis.
Embora a punição máxima na esfera administrativa tenha sido modificada, a perda definitiva do cargo continua dependendo de decisão judicial. Isso porque a Constituição assegura aos magistrados vitalícios a garantia de somente perderem o cargo por decisão transitada em julgado.
A resolução mantém as demais penalidades disciplinares previstas para a magistratura, como advertência, censura, remoção compulsória e disponibilidade.
A pena de demissão continua aplicável apenas aos magistrados que ainda não adquiriram a vitaliciedade, alcançada, em regra, após dois anos de exercício.
A proposta foi apresentada pelo conselheiro Ulisses Rabaneda e começou a ser analisada pelo plenário do CNJ em junho, antes do recesso do Judiciário.
Veja também
Últimas notícias
Daniel Barbosa é reeleito deputado federal com mais de 100 mil votos
Lula é o mais votado para presidente em Arapiraca no primeiro turno
Veja quem são os 27 deputados estaduais eleitos por Alagoas em 2026
Apoiadores de JHC se reúnem em comitê para comemorar vitória em Maceió
Erika Hilton se torna a mulher mais votada na história da Câmara
Raquel Lyra é reeleita governadora em Pernambuco no primeiro turno
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
Severino Pessoa anuncia a liberação de R$ 2,8 milhões para a saúde de Batalha
