Politicando
Bate-boca entre Davi Maia e George Santoro revela que mágoas da campanha não foram superadas
Deputado estadual e secretário da Fazenda de Alagoas discutiam sobre redução na passagem de ônibus da Capital
Esta semana foi iniciada com um bate-boca entre o deputado estadual Davi Maia (DEM) e o secretário estadual da Fazenda, George Santoro. O Twitter foi o campo de batalha escolhido para a troca de acusações. O motivo da confusão foi a redução do valor da passagem de ônibus na Capital, e demonstra que a disputa pela Prefeitura de Maceió, em 2020, deixou mágoas que demorarão muito tempo para serem superadas.
Um questionamento feito por Santoro sobre os dados do estudo feito para que a redução dos valores das passagens fosse possível foi suficiente para provocar reação de Maia, que está sendo chamado por parte da imprensa de “primeiro-ministro da nova gestão”.
“Gostaria de conhecer o estudo da Prefeitura de Maceió que lastreou a redução das tarifas de ônibus. Curiosidade acadêmica, pois preços de insumos cresceram muito: combustíveis. Que bom para população. Espero que a redução não vire subsídio pago pelo contribuinte”, disparou o dono das chaves dos cofres do Governo de Alagoas.
De imediato, o deputado estadual caracterizou a colocação de Santoro como uma provocação política. “Impressionante como o grupo do Palácio dos Palmares ainda não aceita a derrota em Maceió. Essa semana, em um evento oficial, o senador Renan Calheiros (MDB) atacou o JHC no mínimo de maneira desrespeitosa. Hoje, o George Santoro reclama da redução da passagem do ônibus. Ainda fala em populismo. Maceió já sofreu muito nos últimos anos justamente porque Renan Filho não aceita não ter o controle da Prefeitura de Maceió. Basta disso, governador. Eleição acabou. Vamos desarmar o palanque. Isso é urgente. Vamos amadurecer”, respondeu Davi Maia.
George Santoro se defendeu reafirmando que seu posicionamento é técnico, no sentido de dar transparência aos estudos para que sejam replicados em outras gestões. “Eu não reclamei, Davi Maia. Fiquei apenas curioso. A medida é boa se foi tecnicamente bem fundamentada. Assim dar transparência ao estudo técnico que fundamentou a decisão é importante. Outros gestores do Brasil poderiam se aproveitar para reverem seus contratos. Gestão cooperativa”, explicou o secretário da Fazenda.
Mesmo com a justificativa dada por Santoro, Davi Maia se mostrou insatisfeito e retrucou. “Se essa resposta não foi um ataque ou crítica, eu não sei o que é! Desarma o palanque, secretário. Maceió, que é a capital de todos os alagoanos, só tem a ganhar com isso”. Santoro apenas respondeu: “Divulga o estudo técnico! Ajuda os gestores públicos do país”, finalizou.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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