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Rejeição à Maykon Beltrão pode levar ex-deputado federal para comandar Secretaria de Agricultura

Joaquim Beltrão é o nome sugerido pelo Palácio República dos Palmares

04/02/2021 16h04
Rejeição à Maykon Beltrão pode levar ex-deputado federal para comandar Secretaria de Agricultura

A reforma administrativa no governo de Alagoas irá mostrar o tamanho de muitas autoridades políticas do Estado, após as eleições municipais de 2020. Uma delas, liderada pelo deputado federal Marx Beltrão (PSD), ficará “menor” e deverá perder um espaço importante no primeiro escalão de Renan Filho (MDB), conforme o Portal 7Segundos informou em primeira mão.

A secretaria de Agricultura (SEAGRI) deverá sair da cota do parlamentar por dois motivos. O primeiro, é a perda de liderança do deputado em diversos municípios do Estado. A segunda, é a nova indicação, que não é bem vista no Palácio República dos Palmares. Ele tenta colocar o irmão, Maykon Beltrão, como novo titular da pasta da Agricultura.

Diante da negativa do Palácio, Marx tem atuado para permanecer com a indicação da pasta. A solução encontrada por palacianos foi a indicação do ex-deputado federal e ex-prefeito de Coruripe, Joaquim Beltrão.

Político experiente, Joaquim não tomou partido no racha familiar e tem transito livre nas duas vertentes da família Beltrão, dividida entre Marx e Marcelo. Além disso, ele tem o filho, Yvan Beltrão, com uma cadeira na Assembleia Legislativa Estadual (ALE).

Há quem diga que Marx Beltrão ameaçou romper com o grupo governista, caso a secretaria passe a ser comandado por outro Beltrão que não seja do seu grupo político. Mas analistas políticos garantem que o deputado federal não está em posição de exigir nada, por conta da derrota nas urnas, inclusive, com seu mandato em Brasília em risco.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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