Politicando
Ex-deputado deve perder indicação da Secretaria de Prevenção à Violência em Alagoas
Carimbão não conseguiu reeleição em Brasília e obteve votação insuficiente para a Câmara de Maceió
A reforma administrativa no governo de Alagoas irá mostrar o tamanho e a influência de muitos políticos do Estado. Para uns, o status de comandar uma importante secretaria mostrará grandeza. Para outros, a perda de espaços sinaliza o possível fim de uma carreira política.
O primeiro impacto no primeiro escalão do governador Renan Filho (MDB) será na troca de comando da secretaria de Prevenção à Violência (SEPREV), criada no governo de Teotônio Vilela (PSDB) para atender insistentes pedidos do até então influente deputado federal Givaldo Carimbão (MDB).
Mas como se diz nos bastidores, “para político sem mandato é servido até café gelado”. Derrotado nas urnas nas últimas duas eleições, Carimbão deverá perder o comando da antiga Secretaria da Paz. O cargo deverá ser oferecido para outro político que possua maior expressão política e, principalmente, voto – que é o que de fato importa.
Carimbão foi deputado federal por cinco legislaturas e chegou a ter o filho “Carimbinho”, como deputado estadual. No entanto, em 2018 não conseguiu a reeleição, obtendo apenas 54.620. Em 2020, disputou o cargo de vereador por Maceió, mas também teve votação insuficiente: 2474 votos.
O filho, Carimbão Júnior, também não conseguiu ser reeleito em 2018 para a Assembleia Legislativa Estadual (ALE). Conquistou 12.143 votos.
De acordo com informações de bastidores, Carimbão já recebeu a informação de que perderia o comando da SEPREV, e vem tentando agenda com o governador Renan Filho com o objetivo de reverter a situação.
Mas, sem mandato e sem voto, é pouco provável que as vésperas de uma eleição majoritária, Carimbão seja mantido como comandante de uma secretaria de Estado. A fila é grande em busca de espaços no governo. Agora, ele sai do início e passa para o final dessa fila, que é bastante longa.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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