Politicando
“Collor assumiu que não está nem aí para o povo”, diz ex-funcionária que sofreu calote de senador alagoano
Jornalista critica ironia do senador Fernando Collor nas redes sociais e faz comparação dele enquanto político e empresário
Jornalista e ex-funcionária das empresas de comunicação do senador Fernando Collor (Pros), Priscila Anacleto busca através da internet um meio de pressionar o ex-patrão para receber seus direitos trabalhistas, recomeçar sua vida profissional e ter de volta dignidade.
Após diversas cobranças feitas, Anacleto acabou sendo bloqueada das redes sociais do ex-presidente da República. “Ao me bloquear, tenta me calar!”, afirma a jornalista, reclamando das ironias que são submetidos os profissionais demitidos das Organizações Arnon de Mello (OAM).
Com esses posicionamentos, segundo a vítima do calote, “Collor assumiu que não está nem aí para o povo, principalmente para seus ex-funcionários”, escreveu em desabafo feito através de suas redes sociais em protesto à falta de atenção do senador alagoano.
Anacleto faz um alerta para os milhares de seguidores de Collor na internet. “Ele tenta parecer um cara divertido, descolado... tentando se desvincular do Collor impitchimado e suspeitos em tantas e tantas investigações federais”, destacou.
Por fim, a jornalista faz uma comparação sobre Collor que atua como político e também empresário. “Como gestor de uma grande empresa de comunicação, onde ele é sócio majoritário, é pior do que quando foi presidente”, concluiu.
DÍVIDA MILIONÁRIA
Ao todo, as empresas de comunicação da família Collor acumulam ao menos R$ 582 milhões em dívidas.
Somente entre trabalhadores, há 218 na lista de credores. A maioria é de demitidos que levaram calote de verbas rescisórias. Nem mesmo os acordos homologados na Justiça estão sendo cumpridos.

Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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