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Ida de Collor para mistério das Relações Exteriores pode facilitar eleição de Renan Filho para o Senado

Arthur Lira é o principal articulador da aproximação entre Collor e Bolsonaro

26/03/2021 18h06
Ida de Collor para mistério das Relações Exteriores pode facilitar eleição de Renan Filho para o Senado

O ex-presidente e senador por Alagoas, Fernando Collor (Pros), está no topo da lista de preferidos para assumir o ministério das Relações Exteriores, com a possível saída de Ernesto Araújo do cargo.

Na manhã desta sexta-feira (26), num evento da prefeitura de Maceió, o senador negou interesse pelo cargo. "Não é o momento para que eu dê um passo como esse, porque o meu compromisso continua sendo prioritariamente com o estado e o povo de Alagoas", afirmou Collor.

No entanto, há quem acredite que o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira (Progressistas), podem convencer Collor a mudar de ideia, “para ajudar nas negociações internacionais em busca de mais vacinas para o Brasil”.

Ao assumir um ministério no governo Bolsonaro, Collor pode não ter o objetivo político alcançado, pois corre o risco de acabar acumulando o desgaste do presidente da República. Caso isso aconteça, a reeleição para o cargo de senador fica prejudicada.

Vale destacar que, com a possível saída para o ministério das Relações Exteriores, Collor fica com menos tempo para fazer sua pré-campanha para a reeleição em 2022, dando vantagem para seu principal adversário, o governador de Alagoas, Renan Filho (MDB).

A aproximação entre Collor e Bolsonaro foi articulada pelo deputado federal Arthur Lira. O parlamentar alagoano tem sido o principal influenciador para que Ernesto Araújo seja exonerado.

Para Lira, o ministro tem atrapalhado as negociações com outros países para a aquisição de imunizantes para o Brasil.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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