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Renan Calheiros pede intervenção do Twitter para minimizar ataques de bolsonaristas

Senador pediu suspensão de mais de 3 mil contas da rede social

20/04/2021 17h05
Renan Calheiros pede intervenção do Twitter para minimizar ataques de bolsonaristas

Os constantes ataques nas redes sociais contra o senador Renan Calheiros (MDB) resultou num pedido do cancelamento de cerca de 3 mil contas de bolsonaristas no Twitter. O parlamentar é cotado para ser o relator da Comissão Parlamentar Inquérito (CPI) que investigará possíveis omissões do governo federal em meio à pandemia de Covid-19.

Calheiros constatou, através de um aplicativo, que de mil menções ao nome Renan, 67% foram feitas por robôs. Apesar dessa análise, o senador também tem sido vítima de ataques de parlamentares ligados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que usam suas contas nas redes sociais para atacar o ex-presidente do Senado “de cara limpa”.

Através do Twitter, Renan disse que estará dedicado a fazer uma “profilaxia digital”. “Até a próxima sexta vou me dedicar a estudar temas das CPI e fazer uma profilaxia digital. Para evitar a infecção do radicalismo, o contagio dos extremistas e o negaciovírus, farei um isolamento sanitário, podendo voltar a qualquer momento se houver necessidade”, escreveu.

A indicação de Renan Calheiros para a relatoria da CPI da Covid será formalizada na primeira sessão da comissão, prevista para ocorrer na quinta-feira (22).

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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