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Discussões ideológicas entre Bebeto e Medeiros deixam deputados preocupados

Parlamentares temem que defensores de Lula e Bolsonaro leve embate às páginas policiais

27/04/2021 07h07
Discussões ideológicas entre Bebeto e Medeiros deixam deputados preocupados

De gravata vermelha, o deputado estadual Ronaldo Medeiros (MDB) defende a esquerda e, principalmente, o governo do ex-presidente Lula (PT). De azul, o deputado Cabo Bebeto (PTC) é o maior seguidor da ideologia política do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). O enfrentamento de Medeiros e Bebeto tem sido constante no Plenário da Assembleia Legislativa Estadual (ALE).

O embate entre esquerda e direita já virou manchete na imprensa e acabou expondo uma ferida no parlamento alagoano. Nos corredores da Casa de Tavares Bastos, deputados estaduais se dizem preocupados com o desfecho dessa disputa para ver quem defende mais seus ídolos políticos.

Bebeto, seguindo o estilo bolsonarista, fica esperneando usando o difícil momento da pandemia para culpar o governador Renan Filho (MDB) por tudo de ruim que acontece no Estado e coloca Bolsonaro como o semi-deus que irá resolver os problemas da Covid-19 assim que ele entender que a doença é perigosa.

Já Medeiros, coloca o presidente como genocida e responsável pelos 350 mil mortos por Covid-19 no país. Para ele, Bolsonaro agiu tardiamente no combate à doença e tem fechado os olhos para causas importantes como a economia e o meio ambiente – setores mais criticados, depois da saúde pública.

Fazendo questão de se exibir “armado até os dentes”, Bebeto está sendo considerado como um “homem bomba” na ALE, que pode ser o causador de uma tragédia no parlamento, tendo em vista seu histórico de atuação enquanto policial militar combatente.

Vale destacar que, em setembro de 1957, quando deputados se reuniram para votar a saída do governador de Alagoas, não houve votação, e sim uma sangrenta batalha que deixou um morto e 8 feridos. Atualmente, de conhecimento público, o deputado Cabo Bebeto é o único a ir ao Plenário portando arma de fogo.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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