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Rejeitado pelos Calheiros, Tácio Melo insiste em espaço no Governo

Presidente do Podemos teve indicação negada para compor secretariado de Renan Filho

07/05/2021 18h06
Rejeitado pelos Calheiros, Tácio Melo insiste em espaço no Governo

O ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira, até que tentou emplacar o presidente do Podemos, Tácio Melo, para compor o primeiro escalão do Governo de Alagoas. Mas a indicação foi barrada pela família Calheiros.

Mesmo tendo conhecimento da rejeição ao seu nome, Tácio Melo cobra uma retribuição por ter se dedicado como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo candidato do MDB, Alfredo Gaspar.

O vereador por Maceió, Kelmann Vieira foi o indicado do Podemos para ocupar a secretaria estadual de Prevenção a Violência (SEPREV).

Já Tácio Melo, considerado o primeiro-ministro da gestão passada na Capital, o ex-super-secretário teve que voltar a assumir a função de Policial Rodoviário Federal (PRF), e não conseguiu espaço político no Estado.

Desprestigiado, Tácio Melo deverá ser o principal cabo eleitoral para que Palmeira retorne à Câmara Federal, para poder voltar a ser ouvido no meio político.

Enquanto isso, Rui Palmeira já está percorrendo diversos municípios do Estado, colocando seu nome como opção para o eleitorado.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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