Politicando
Sem conseguir eleger um vereador em Maceió, Collor lançará filho à Câmara Federal
Dois filhos do ex-presidente já tentaram chegar ao Congresso, mas foram derrotados nas urnas
Correndo o risco de não se reeleger em 2022, o senador Fernando Collor (PROS) lançará o filho mais velho, Arnon de Mello Neto, a uma vaga na Câmara Federal. O objetivo é manter o nome da família em atividade política.
O problema é que a maior dificuldade do ex-presidente é transferir votos. Nas eleições de 2020, Collor investiu fortemente na tentativa de eleger seu principal assessor, Eduardo Rossiter, para a Câmara de Maceió.
Mas o resultado foi decepcionante e o assessor “collorido” obteve apenas 2.083 votos. Passando longe de conquistar uma vaga na Casa de Mário Guimarães.
Agora, Collor apostará suas fichas no filho, Arnon Neto para a Câmara dos Deputados. Vale destacar que ele já disputou o mesmo cargo, obteve 50 mil votos e ficou como suplente.
Em 2018, Collor tentou colocar outro filho na Câmara Federal: Fernando James. Mas os resultados também não foram satisfatórios. Mesmo com toda estrutura da família, o jornalista obteve apenas 16.250 votos.
Fernando Collor deverá ter como principal adversário o governador Renan Filho (MDB), que já sinalizou ter interesse na única vaga disponível para Alagoas no Senado Federal.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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