Politicando
Deputados estaduais podem ganhar crédito em PL do Governo que anula desconto previdenciário
Articulação na ALE será feita pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Victor
O presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), Marcelo Victor (SDD), tem quinze dias para atuar no legislativo com o objetivo de aprovar a proposta enviada pelo Poder Executivo que retira o desconto de 14% para aposentados e pensionistas do AL Previdência. Com a aprovação, o desconto não será mais efetuado para servidores que recebem abaixo do teto do INSS.
A decisão está nas mãos dos deputados estaduais. O problema é que o Legislativo entra em recesso no dia 30 de junho. Até lá, alguns feriados irão ocorrer nos dias das sessões ordinárias e podem prejudicar a tramitação da matéria.
Ao todo, são três matérias que tratam sobre o assunto: dois Projetos de Lei Complementar e uma Proposta de Emenda Constitucional.
Entre as propostas, está a possibilidade de adesão de prefeituras municipais ao sistema previdenciário estadual, disciplinando o funcionamento de um fundo de previdência complementar no Estado – ALPREVCOM.
Segundo o governador Renan Filho (MDB), o fundo complementar “já está em funcionamento e pode oferecer Planos de Benefícios para os municípios alagoanos, mormente àqueles sem nenhuma viabilidade para criar uma Entidade com toda uma estrutura exigida pela legislação pertinente à previdência complementar”.
De forma prática, o servidor poderá decidir se migra para o Fundo Financeiro (servidores que ingressaram no Estado até 2007) ou se permanece no Fundo Previdenciário (que entrou no Estado depois de 2007).
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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