Politicando
Aproximação com Renan afasta Humberto Martins da corrida por uma vaga no STF
Sabatina no Senado pode ser o último suspiro do alagoano contra indicado de Bolsonaro
O alagoano Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), era um dos nome cotados para assumir a vaga deixada pelo ministro Marco Aurélio Mello, no Supremo Tribunal Federal (STF).
No entanto, a aproximação com o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB), o tirou da disputa, e o indicado do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), passou a ser o advogado-geral da União, André Mendonça.
No passado, Calheiros foi o padrinho político de Humberto Martins, e essa informação foi suficiente para afastar de vez a possibilidade de o ministro ser indicado ao STF por Bolsonaro. Isso porque a atuação de Renan na CPI da Covid tem sido o motivo das maiores dores de cabeça do presidente da República.
Humberto Martins atendia a todos os requisitos para o cargo, inclusive, tinha fortes ligações com lideranças evangélicas, o que fez brilhar os olhos de Bolsonaro.
Embora Bolsonaro tenha escolhido André Mendonça, o advogado ainda precisa ser sabatinado no Senado Federal - território onde Calheiros ainda possui muita influência. Até o filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro, resiste a indicação do pai.
O último suspiro de Humberto Martins para o cargo de ministro do STF está no Senado Federal, onde, pela primeira vez, Renan Calheiros e Flávio Bolsonaro podem trabalhar juntos para a derrubada do nome de André Mendonça.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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