Politicando
Lançar Collor ao Governo pode fazer parte de acordo de bastidores entre Calheiros e Lira
Caminho ficaria livre para Renan Filho ao Senado e Arthur Lira teria vaga no TC
Bolsonarista de carteirinha, o senador Fernando Collor (PROS) está ficando cada vez mais próximo do presidente da Câmara federal, Arthur Lira (Progressistas). Não por vontade própria, mas por necessidade. O ex-presidente da República precisa agradar de todas as formas os aliados de Jair Bolsonaro (sem partido) para tentar garantir a reeleição ao Senado em 2022.
O primeiro passo deverá ser a filiação de Collor ao Progressistas. Com isso, Lira passa a ser o “dono do passe” do senador e terá poder de decisão sobre seu futuro político para as eleições do próximo ano.
Embora Fernando Collor já tenha garantido ser candidato à reeleição, Arthur Lira poderá mudar os planos e tentar emplacar o senador como candidato ao governo de Alagoas. Se filiado ao Progressistas, o dono das Organizações Arnon de Mello (OAM) terá duas opções: fica fora do pleito ou disputa o cargo que Lira mandar.
Colocando Collor como candidato ao Governo, o caminho fica livre para que Renan Filho (MDB) possa disputar o Senado sem ter que fazer muito esforço. Em troca, Arthur Lira teria um governador-tampão para chamar de seu por seis meses e uma vaga no Tribunal de Contas de Alagoas (TC/AL) para indicar algum de seus pupilos.
Nessa hipótese, a paz reinaria entre Liras e Calheiros – mesmo sendo nos bastidores. O risco maior seria para Collor que, caso não saia vitorioso, teria encerrada sua carreira política. Talvez, a candidatura ao Senado seja o último suspiro político do ex-presidente da República.
Vale destacar que, até o momento, Renan Filho não conseguiu definir um nome para disputar a sua sucessão.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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