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Prefeito de Marechal Deodoro inicia articulação para fazer sucessor em 2024

20/09/2021 16h04
Prefeito de Marechal Deodoro inicia articulação para fazer sucessor em 2024

A popularidade baixa apontada em pesquisas de opinião pública fez o prefeito de Marechal Deodoro, Cláudio Filho Cacau (MDB), iniciar as articulações com o objetivo de garantir a permanência do seu grupo político no comando do Executivo, a partir de 2024.

Cacau já teria escolhido seu homem de confiança, Thiago Gondim, para ser o candidato à sua sucessão nas próximas eleições municipais. Gondim já ocupou diversos cargos na administração municipal, e atualmente é o presidente do SAAE – Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).

Em abril deste ano, o Portal 7Segundos denunciou a falta de transparência na autarquia. Desde 2019 que o portal da transparência do SAAE não é atualizado. A prática pode ser considerada improbidade administrativa e possível alvo de investigação do Ministério Público Estadual (MP).

Ainda em 2019, o “primeiro-ministro” de Cacau chegou a ser preso por perturbação, desacato e desobediência. A prisão foi motivada pelo uso de som alto em uma residência no Povoado Riacho Velho. Thiago Gondim teria se recusado a diminuir o volume, desrespeitado e ameaçado os policiais da 5ª Cia/I.

Publicamente, a informação é de que ele será candidato a vereador. Mas lideranças políticas do município dizem que é apenas uma estratégia política. “Não é segredo para ninguém que o candidato do Cacau é o Gondim, mas ficam negando para não afastar aliados que também estão de olho no cargo de prefeito”, revelou uma fonte que preferiu ter o nome preservado.

A prova de fogo de Cacau será as eleições de 2022, onde ele se esforçará para dar uma boa votação a seus candidatos, entre eles, o irmão Alexandre Ayres - que será candidato a deputado estadual, e o deputado federal Sérgio Toledo – que disputará a reeleição.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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