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Filiação de Bolsonaro ao PL pode tirar partido de Maurício Quintela em Alagoas

Secretária de Renan Filho levantou bandeira contra presidente

09/11/2021 15h03
Filiação de Bolsonaro ao PL pode tirar partido de Maurício Quintela em Alagoas

O anúncio feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao PL poderá implicar numa desfiliação em massa da legenda em Alagoas. O partido é comandado pelo ex-deputado e secretário estadual de Infraestrutura, Maurício Quintela.

Ministro dos Transportes do Governo de Michel Temer (MDB), Quintela é um dos aliados da família Calheiros - que faz oposição à Bolsonaro. O ex-deputado federal, também levantou a bandeira “Fora Bolsonaro” em suas redes sociais.

O problema é que Maurício Quintela anunciou candidatura ao cargo de deputado estadual em 2022, e precisará de um novo partido para chamar de seu. No mercado do voto, os diretório estaduais estão em alta. Para políticos sem mandato, a “aquisição” de uma nova legenda pode ter um preço muito alto.

Quintela ainda não se posicionou sobre qual destino político irá trilhar com a filiação de Bolsonaro ao PL. Nos bastidores, a informação é de que ele irá apelar para que o governador Renan Filho (MDB) e o senador Renan Calheiros (MDB) abram as portas para ele em Brasília.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse, nessa segunda-feira (8), que, confirmada a filiação de Bolsonaro a seu partido, e as siglas da base do governo “têm que se acertar” e “se entender”.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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