Polícia Científica de Alagoas integra rede global de alerta contra drogas sintéticas
SAR é uma ferramenta de inteligência inspirada no modelo global Early Warning Advisory (EWA), desenvolvido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC)
O enfrentamento ao tráfico de drogas e às novas ameaças sanitárias no Brasil acaba de ganhar um reforço tecnológico e científico de peso. Os peritos criminais Thalmanny Goulart e Ken Ichi Namba, do Laboratório de Química e Toxicologia da Polícia Científica de Alagoas, representaram o estado no lançamento oficial da plataforma do Sistema de Alerta Rápido (SAR).
O evento, iniciado nessa terça-feira (25) no Palácio da Justiça, sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), marca um divisor de águas na identificação de substâncias desconhecidas e perigosas que circulam no território nacional.
O SAR não é apenas um banco de dados, mas uma rede de inteligência inspirada no modelo global Early Warning Advisory (EWA), desenvolvido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
Thalmanny Goulart, chefe de perícias de laboratório da Polícia Científica de Alagoas, explicou que o sistema visa monitorar e relatar o surgimento de Novas Substâncias Psicoativas (NSP).
A urgência da plataforma se justifica pelos números: o sistema já foi crucial para identificar opioides sintéticos com potência até 25 vezes superior à do fentanil, além de monitorar crises como a contaminação por metanol.
"A plataforma conta com o credenciamento de órgãos de segurança e saúde que, em conjunto, notificam achados em todo o Brasil. Isso permite que políticas públicas sejam traçadas para mitigar o tráfico e sanar problemas sanitários de forma célere", explica Thalmanny Goulart.
Institucionalização e Futuro
A relevância do SAR foi consolidada pela Portaria MJSP nº 880, de fevereiro de 2025, que tornou o sistema permanente sob a gestão do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid). Para a Polícia Científica de Alagoas, a participação no SAR e no Programa Nacional de Integração de Dados Periciais sobre Drogas (PNIDD) representa mais um avanço na modernização tecnológica da instituição.
Ao integrar esses mecanismos, a perícia alagoana não apenas atualiza seus protocolos técnicos, mas se posiciona na vanguarda da produção de provas periciais. O resultado é uma segurança pública mais inteligente, capaz de detectar ameaças invisíveis e proteger a população com base em dados científicos rigorosos e cooperação internacional.
Essa integração permite que a experiência brasileira em operações integradas seja expandida para uma escala continental, monitorando rotas estratégicas e trocando informações em tempo real. Durante o evento, que se encerra nesta quinta-feira (27), também está sendo apresentado o Relatório Brasileiro de Informações sobre Drogas.
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