Politicando
Família Novaes serve a três diferentes grupos políticos de Alagoas
Família está distribuída nos grupos de Renan Filho, JHC e Arthur Lira
Na política, quem confia demais acaba perdendo espaço, vez e até o mandato. Por isso, as traições já estão até sendo consideradas comuns no meio. Para se manter no poder, a família Novaes colocou um “pé” da família em diferentes grupos políticos do Estado.
É, verdadeiramente, a prática do “fico com quem der mais”. No jogo do poder, o patriarca da família, deputado estadual Galba Novaes, reza a cartilha da governador Renan Filho (MDB), na Assembleia Legislativa Estadual (ALE). Usando esse sobrenome tão “poderoso”, conseguiu ser eleito vice-presidente do Legislativo estadual.
Por outro lado, o filho dele Galba Netto conseguiu assumir a presidência da Mesa Diretora da Câmara de Maceió. Mesmo filiado ao MDB, o parlamentar-mirim teve o apoio irrestrito do prefeito JHC (PSB). O destaque é que Calheiros e Caldas são adversários políticos.
Ainda tem o outro filho de Galba, o Tales Novaes, que se filiou ao Progressistas do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira. Inclusive com a possibilidade de o jovem ser candidato à deputado federal nas eleições de 2022.
A conclusão é que a família Novaes conseguiu se inserir nos três maiores grupos políticos do estado, onde fazem oposição ferrenha entre si. Mas, como? Só eles saberão explicar a fórmula do sucesso!
A questão é que vai chegar um momento em que os Novaes terão que descer do muro e assumir um partido e/ou um lado político. Afinal, não se pode servir a três senhores (Renan Calheiros, JHC e Arthur Lira) ao mesmo tempo.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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